Não posso fazer de conta que ainda é cedo porque simplesmente não vim ao mundo a passeio. Pra mim é tarde, já vou indo. Preciso ir embora. Não me culpe, pois eu quis dizer, você não quis acreditar que tudo tinha mudado. Eu bem que te avisei, e nesse caso era para levar a sério, o nosso caso de amor.
Você não sabe quantas coisas mais eu faria pra continuar te fazendo feliz além do que já tinha feito. Mas agora não da mais pra dizer que me adora, que me acha foda.
Não serei mais seu corsário preso. Vou partir a geleira azul da solidão, buscar a mão do mar, ma arrastar até o mar, procurar o mar. Eu não vou mais correr demais só pra te ver, meu bem. Também não vou mais me zangar nem de ciúme chorar... Porque não quero mais viver ao seu lado. E se um outro cabeludo aparecer na sua rua. Se isso te trouxer saudades minha. Adivinha? A culpa é sua.
Desculpe o auê, você dizia, que não queria me magoar, que tinha sido ciúme, que tinha perdido a cabeça... Que era pra eu esquecer. Mas eu não podia mais alimentar aquele amor tão louco. Era um sufoco. E eu até tinha mil razões para lhe perdoar: por amar. Mas não deu... Deixei de lado aquele baixo astral, ergui a cabeça, enfrentei o mal e agindo assim foi vital para o meu coração. Se em cada experiência a gente aprende uma lição. Só sei que agora eu vou cuidar mais de mim.
Não vou mais ficar ali caído. Um mar de dor, que arde sozinho. Eu já chorei um rio, mas não guardei rancor... Levantei, sacudi a poeira e dei a volta por cima. Então resolvi mudar. Este caso realmente não tinha mais solução. Não vou ficar agindo como fera ferida nem no corpo nem na alma nem no coração. Agora eu sou o negro, negro gato.
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sábado, 5 de março de 2011
domingo, 7 de novembro de 2010
Os sentimentos têm estágios?
Comecei este texto que nunca vai ser terminado. Está nessa categoria (INCONSTANTE) porque ele vai mudar conforme vocês forem lendo (e postanto) e eu mesmo for vivenciando outras coisas, pessoas, sentimentos, situações... Ele foi iniciado para ser assim mesmo: MUTANTE.
Categorizar o sentimento é uma ousadia, uma petulância da minha parte. Por isso, gostaria que entendessem que tudo o que está escrito aqui é passível de interpretação, pois está impregnado dos sentimentos que nutri ao longo da minha vida. Não estou aqui preso à qualquer campo do conhecimento... Escrevi este texto simplesmente fluindo...
Os estágios do coração, para mim, são muito bem definidos...É possível sentir atraçao por alguém, ficar enamorado, amar, se apaixonar, gostar, ter interesse. Acho também que esses estágios não são estanques - se sobrepõem - e, não raramente, se repetem, se revezam.
O que torna esses sentimentos complexos é a forma como surgem e desvanecem, ou o tempo que levam para isso, ou como as pessoas lidam com eles... As negações, os boicotes pessoais...
Bm, na verdade nada é uma verdade constante, certo? E esse texto reflete minha verdade de agora (dessas últimas horas...). Vamos lá...
1 - Sentir atração – De certa forma quem está nesse estágio agrega à uma simpatia grande pelo outro, um afeto inexplicável. É quando se diz mentalmente sem pretenção maior: “me agradada, essa pessoa!!”. É nesse fase que nota-se a energia, e a força que o outro exerce sobre nós. Às vezes é puramente física, às vezes não... Sentir atração é importante, para começar a tecer uma rede que pode via a ficar fortalecida no futuro... E que pode romper-se... O estágio da atração é a mais frágil, até porque precisa ser para termos tempo de olhar com um certo distanciamento para o outro e atingir outros níveis emoção. É o famoso gostar de graça. Eu adoro gostar de graça... Hehehe...
2 – Gostar – O afeto inexplicável toma uma forma mais doce. Identifica-se que não é puramente uma atração física. A Afeição é maior. Comparado com o sentimento que temos em uma amizade, mas com um tom de vermelho-pimenta, pois a atração física está intimamente envolvida também. É quando começamos a notar as afinidades. Nesta fase, são considerados prazeros - e há muita expectativa - os momentos em que se vai encontrar a pessoa de quem se está gostando. Neste estágio, não necessariamente, há um impulso para mostrar-se, mas aproveitamos cada situação para estar próximo e olhar furtivamente. Há muitas pessoas que confundem muito um simples gostar com algo mais elaborado... E-SE-FO-DEM!
3 – Estar interessado/interessada – Para quem não gosta de se colocar, este estágio é complicado, porque é quando o coração diz por dentro - querendo sair - que a gente se importa, que há um apego. Em todas as fases há um espetadinha na espinha, um friozinho na barriga, um “pigarro idiopático”. É um período muito curto ou muito longo, depende de como a pessoa lidou com a atração e do que fez com o gostar, pois o intresse mistura volição e instinto. Está junto com todas as etapas e determina seu prolongamento ou a sua brevidade, sua intensidade e também a sua finitude. Sobremaneira, é o interesse que move a engrenagem de todos os sentimentos. Não me perguntem de onde eu tirei isso... Eu não sei, mas o que percebo é que muitas vezes a acomodação é confundida com interesse, por várias razões. Manter uma relação por acomodação não amadurece os sentimentos, pois é o famoso ´empurrar com a barriga´. Manter uma relação por interesse (afetivo, pelo amor de Deus!) é tornar-se cada vez mais disponível para o outro. E, sinto tanto em dizer, mas tanto uma coisa como a outra é notada pelo casal, é vista. Mas em muitos casos ambas são ignoradas... E são tantos os motivos disso... Ai,ai...
4 – Enamorar – Começa o encanto. Alguns dizem que é o mesmo que apaixonar-se e pode até ser, mas em um nível menos intenso, pois para mim está mais para o enlevar. Um certo estágio de torpor e ansiedade. Medo e ousadia... E tudo muito comedido, contido. Sinceramente, acho que muitas pessoas pulam esse estágio (ou oconfundem).e passam ao seguinte... E isso não é nada didático para coração. É preciso sentir o medo e olhar com distância, antes de se lançar. Acho até que a fase do enamoro deve ser prolongada, como um estudo... rsrsrs... Existem pessoas rápidas e pessoas lentas, sendo que estas últimas sofrem demais no enamoro, que é uma das fases mais solitárias e platônicas e extasiantes. Adoro ficar enamorado e surto com as confusões que faço... Fico histriônico... Mas hoje sem bem quais são as válvulas de escape e ando com o espelho debaixo do braço... KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...
5 - Apaixonar-se – Tudo conflui. É como se nesse estágio houvesse a somação de todos os sentimentos. Quando a paixão é despertada, há um brilho,um interesse vivo. É enamorar-se aguda e perdidamente. Uma empolgação que palpita. Quem lida bem com a auto-estima se lança, o povo do outro lado entra em outra dimensão do sofrimento... Argh! Já passei por isso... E eu acho, particularmente, patológico. Principalmente ficar apaixonado por alguém e ficar de boca calada. Credo! A paixão pode ser considerada o clímax de um momento ou de uma fase, é a agudização de um sentimento que pode minguar... Ou pode amadurecer... Apaixão é outro sentimento que perpassa estágios, mas marca seu momento com uma definição cartesiana. Quando dizemos que estamos de amor renovado, por exemplo, necessariamente, estivemos reapaixonados pela pessoa com quem estamos. Particularmente (sempre particularmente, heim, gente!), acho uma dádiva ter a possibilidade de se reapaixonar e perceber isso... É, porque apesar de marcadamente assinalado não é um estágio que todos percebem com clareza porque ocorre justo nos relacionamentos amadurecidos e que, portanto, estão envoltos com um cotidiano que às vezes ultrapassa o limite do coração... Daí... Bom, não era pra dar conselho, só expressar minha opinião: “fica atento/atenta... Abre seu olho, senão o que é importante se afasta, principalmente se por algum motivo é o outro que se reapaixonou por você”. Depois que escapole, escapole... Aí fudeu!
Amar – A gente pode, seguramente, ir somando tudo... E aqui a gente põe uma pitada generosa de ternura, de dedicação, de devoção; de companheirismo, de lealdade. É uma afeição viva, mas disciplinada (excetuemos aqui os casos patológicos?). Quando estamos amando – quem já passou por isso, vai concordar comigo – tem um momento em que surge um abraço, um abraço tão carregado de emoção que a vontade é interpenetrar o outro, tomar seu lugar, tornar-se o outro, fazer parte dele, misturar-se... Ser um só. Esse momento é sublime. Não se tem por qualquer um. Repito, esse momento é sublime... É sublime... Amar é a paixão amadurecida pra mim. É um estágio que naturalmente comporta a aceitação do outro, aturar, suporar o outro. Quem ama está pronto para doar-se completamente, para zelar... Porque todos os sentimntos são incondicionais, mas o amor é sacerdotal. Esse é um estágio muito delicado, sobretudo. Porque quando se está junto cabe ao outro – responsabilidade faz parte dessa mistura – dar sustento, equilíbrio para o amor do/a companheiro/a. O amor compartido é um elo, portanto, de forma obvia, envolve duas pessoas (Hum... Espero ter me expressado direito). Negar-se à responsabilidade de cuidar do outro e um crime, pois deixa o outro à deriva e, às vezes, amando sozinho. Quando nos reapaixonamos (viu?), reinventamos o amor. É na reinvenção do amor que está o amadurecimento das relações. Eu, de minha parte, só consegui reinventar o amor uma única vez na minha vida... Espero passar por todos esses estágios novamente para poder ter a oportunidade, um dia, de me reapaixonar e reinventar um novo amor. Bom, amor nunca é igual. Sentimentos não são iguais, na verdade... Cada um sente o seu de um jeito muito especial... Mas aqui quero falar do amor pela mesma pessoa. Falo do amor fruto da repaixão e da reinvenção. Não é incomum a gente ouvir “você não me ama como amava antes!”... Porra! Claro que não! A partir de um determinado momento a gente começa a amar as mudanças pelas quais a pessoa com quem estamos passa: as gordurinhas a mais ou a carne de menos, as rugas, a idade, as manias, os dissabores pessoais... Tudo isso faz parte da rede (lembram?) que forma o amor entre um casal. Daí que, EU, não posso amar da mesma maneira uma pessoa, que naturalmente se transforma com o tempo. E como ele. Como diz uma amiga minha: “ai, ai, ai... ui, ui, ui”.
Por enquanto é isso. Tô saindo pra ir a praia. Um sol tímido surgiu e não quero desperdiçá-lo. Prometi pra muita gente e para mim mesmo, uma marca de sunga. Preciso tê-la... Afinal, pelos meus conceitos, estou me sentindo atraído por alguém... Hehehe...
Bjksssssssssssssssssss
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