Saúde, Paz, Harmonia...

Prefiro as Convicções mutantes
Às incertezas constantes

Palavras que o vento não leva...

Clarice Lispector. "... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."
Confúcio: "O que eu ouço, eu esqueço. O que eu vejo, eu lembro. O que eu faço, eu entendo."
Madre Tereza de Caucutá: "É inadmissível nos permitirmos que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."
Paulo Freire: "A subjetividade muda no processo de mudança da objetividade. Eu me transformo ao transformar. Eu sou feito pela história ao fazê-la."
Sartre: "o importante não é o que fizeram de mim, mas o que eu faço do que fizeram de mim."
[autor]: "Palavras categóricas e ásperas são sinal de uma causa infundada."
Madre Tereza de Caucutá: "Não ame por beleza, pois um dia ela acaba, não ame por adimiração, pois um dia pode se decepcionar. Ame apenas, pois o tempo nunca poderá apagar um amor sem explicação."
Diamante: "A pessoa que briga por uma única verdade, na realidade está defendendo sua mentira!"
Voltaire: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Oscar Wilde: "Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos."

Mostrando postagens com marcador Meus Pensamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meus Pensamentos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fundamental

Fundamental é se sentir livre, cheio de desejo e não transformar tudo em jogos de disfarces. É não tornar o passível de concretude em ilusão, mesmo quando as coisas não estejam exatamente do jeitinho que queremos. Fundamental é amaciar ao invés de recrudescer porque o tombo pode invariavelmente ser nosso. Fundamental é sorver o acaso de olhos fechados e coração aberto sem tentar consertar o mundo porque às vezes o sonho é real e somos nós que não entendemos. É deixar a pele falar pelo que é consciente e controlado. É fazer o sorriso fluir independente do caminho percorrido, porque tem momentos em que a loucura de simplesmente se deixar levar pode abrir as portas de sentimentos puros, genuínos e adormecidos.
Fundamental é ir na contramão, fugir do que é obtuso. Fundamental é recriar, reconhecer, reinventar porque a geografia está para a distância assim como as horas estão para a ansiedade. É fundamental ter vontade. Fundamental é valorizar sem definir. É prospectar ao invés de se entregar ao preconcebido. Fundamental é perceber o entorno a partir da graça e da singularidade que o entorno tem; sem comparações... Porque forma e função são diametralmente opostas, basta olhar com olhos de ver... Fundamental é ter a ousadia dos vencedores e a paciência dos que sabem onde não querem chegar porque em vários momentos a pressa nos leva a atalhos, e estes a desenganos e a abismos que só nos apontam as limitações, impedindo os avanços. Fundamental é se deixar ser feliz. É deixar alguém feliz por nós e conosco. É fazer acontecer sendo justa e somente quem somos. É fundamental não evitar, não se segurar, não resistir e deixar a saudade de alguma coisa nos impelir na direção contrária à da solidão. Fundamental é equilibrar o que se tem e o que se quer oferecer porque nem sempre o apego alheio está no que é obvio e aparente, mas sim no que está por trás e pode ser muito mais atraente. Fundamental é, no silêncio da noite, apostarmos no dia seguinte. É abrir-nos para a gama de possibilidades humanas porque o fantástico não é divagarmos, mas sim voarmos nas brumas do infinito na direção de nós mesmos. Fundamental mesmo é se deixar ser, é se deixar viver. É deixar bater livremente o coração nessa imensidão de tempo e espaço que é nossa vida.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

No Pé da Orelha


Se um dia voce acordar e todos os seus sentidos estiverem embaçados, entorpecidos
Não se desespere
Se em outro dia chegar uma claridade ofuscante, que te impeça de enxergar adiante
Não desanime
Se um dia nascer perfeito e você, apesar do medo, desejar que ele não passe
Aceite

Se em sua vida surgir algo novo e imponderável
Busque aproveitar
Se o novo chegar muito rápido e te assustar
Não fuja
Se suas pernas tremerem, a respiração faltar e um sorriso maroto surgir
Aproveite

Se um dia falarem por ai que você se expõe demais
Deixe-se ser autêntico
Se disserem que você se propõe a um querer que é impossível
Mantenha sua coragem
E se um dia insistirem que você é louco por nao desistir da busca pelo amor
Concorde

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Busca

Talvez eu esteja falando de mim, mas provavelmente falo também dos muitos outros seres de sangue quente, pensantes, que se dizem falantes e inteligentes, mas que se perdem instintivamente quando o assunto é o coração e o amor.

Talvez todos nós tenhamos nascido com a dádiva (sina) eterna da busca por um destino intangível. Um destino colorido por alguns, sombreado por outros. Intocável pela maioria. Felicidade a dois.

Talvez façamos parte do grupo dos que ainda buscam e em uma dimensão muito próxima estejam aqueles que já encontraram. É a angústia da eterna e busca que nos impulsiona para além do muro invisível da incerteza. Depois do qual, quem sabe, estejam os outros buscadores da felicidade compartilhada.

Mas talvez não estejamos prontos para sermos completamente felizes.

domingo, 10 de julho de 2011

Domingo-despedida

Ontem o dia de hoja já prometia diferença. Diferença cunhada curiosamente pelos últimos minutos do sábado. Pois dormi muito, dormi bem. Acordei cedo e acho que fiz uma despedida com segurança e serenidade. Com a certeza de que não falarei mais "oi, entra..."...

E nesta data voltei a escrever. Postei no meu blog há muito abandonado enquanto tomada meu café buscando me desvencilhar por meio das palavras do medo do dia. passei a manhã nessa empreitada.

Vi um dia de inverno, mas com uma "tarde outona do domingo", que trouxe um céu azul claro, um calor agradável e - apesar de tantos dias fora de casa - a vontade de sair, de ver a cidade, olhar a cada diurna do Rio.



Sem disputa na areia, sem amasso no transporte, sem roubo no preço da cadeira de praia. Escolhi lugar que quis e o Paulo estava super agradável hoje (vai entender! hehehe...).

Sem nuvem alguma, senão no finalzinho da tarde. Um sol regular, que provocou muita gente, mas não assustou que estava por lá. Retomei a leitura de A ilha sob o Mar, de Isabel Allende. Voltei a ler também.

No finalzinho da tarde uma brisa fria desceu junto com o sol, que se escondia atrás dos prédios de Copacabana. foi a hora de me despedir também desse domingo pra pensar na segunda-feira e nas outras coisas que movem a minha vida.

A parte que não me toca

Queria saber onde fica sua parte verdadeira. A que não foge, que não se esquiva. A que não se camufla no silêncio nem no olhar perdido. Queria saber quem te acessa. Quem você assume. Por quem você não dorme. Quem te afeta. De quem não se isola.

Queria entender porque você escapole nas primeira horas da manhã e vai embora. O sol nasce e você me deixa. O dia surge mas não para nós. Queria entender porque somente na noite te vejo e te sinto.



Gostaria de ser a pessoa que cruza a linha divisória entre seu sorriso breve e a gargalhada saborosa. Gostaria de ser quem atravessa seus olhos distantes para explorar seus sentimentos contidos.

sábado, 28 de maio de 2011

Novos Passos...


Difífil determinar a direção do próximo passo. Às vezes é difícil gerar o passo quizá a direção. Quando se fala de sentimentos platônicos, a decisão correta está para um bom desfecho na mesma medida em que o implso está para o desastre. Impossível prever. Impossível saber o que é adequado ou não.

Por mais que a fotografia desse sentimento esteja simbolicamente diante dos olhos e nos alegre e nos faça deleitar, a imagem é atemporal, o contorno é amorfo e o conteúdo é paradoxal.

Carne e sangue pulsando, ora em desalinho, ora compassados. Um ciclo que estruturalmente se compõe de coerência e desarticulação, de corolido e monocromia, de satisfação e de retração.

Fantasia, idealização, atração intelectual. Impressões vivas, dolorosas e muitas vezes secretas, que nos remetem ao desejo mais humano de sentir-nos merecedores da chance de concretizar o amor, a felicidade.

Seguimos intuitivamente em um caminho forjado pela ânsia da curiosidade sem determinarmos o que é possível e qual o limite. Sonhos e devaneios. Gritos contidos encapsulam abraços fortes, beijos demorados. Um suspiro maior guardado no peito... Todos os senões anunciados, pungentes. Passos inseguros

dados na direção incerta.

sábado, 5 de março de 2011

176

Eu estava na fila do ponto do 176 – rápido. Aquele que vai pelo Túnel Santa Bárbara (Central-São Conrado). Sinceramente acho que ele deve ser renomeado para 176 – semi-rápido. É que o trecho dentro da rodoviária que vai do ponto, dá uma volta danada pra chegar na Presidente Vargas – dependendo da hora e do dia – é um suplício.

Entre as idas e vindas de uma ambulante que oferecia umas bananadas que estavam dentro de uma sacola não mais transparente de tanta poeira escutei a conversa de duas mulheres que estavam na minha frente. O ponto exato que me chamou atenção foi “eu sou assim e nunca vou mudar”. Fiquei atento, a partir desse momento à conversa de ambas.

De uma forma bastante popular e escrachada, a mulher da ‘síndrome de Gabriela’ discursava sobre o quanto era suficiente sua forma de ver e conduzir sua vida e a das pessoas mais próximas que faziam parte do seu círculo cotidiano. Com interjeições e uma linguagem corporal peculiar, entremeava frases e acentuava palavras com um balenceio de cabeça, uma protrusão constante do lábio inferior. Essa mistura lhe conferia um ar de suposta superioridade a cada sentença – nem gramatical nem matemática, mas jurídica – que aplicava.

“Falo na cara! Não sou de mandar recado! E não levo nada pra casa!” eram frases repetidas no discurso da mulher. E em determinado momento percebi que a falta de repertório desenhava um vai-vem desconfortável até mesmo para a outra, que a ouvia e abaixava a cabeça ao notar o crivo no olhar das outras pessoas da fila.

Por mais que, evidentemente, aquela conversa tenha se tornado cansativa para todos, não havia na oradora nenhum sinal de preocupação com isso. Muito pelo contrário, em determinado momento, elevou o tom da voz, buscando a aprovação de uma outra mulher que estava na linha seguinte da fila.

Permanecemos alí por trinta minutos aproximadamente ouvindo a mulher desprezar o marido e sua família, a vangloriar-se dos atos rebeldes que perpetrava diante das coisas ‘erradas’ que ele ou a familia dele ‘cometia’.

Curiosamente ela falava também aos outros homens que estavam no local, insinuando que todos os machos ali presentes careciam de uma mulher como ela para aparar as asas dos ‘safados’ – alcunha que utilizou constantemente para os homens durante a conversa na fila.

Ao entrar no ônibus, com as vozes acumuladas e o ar quente dentro do veículo, abri ao máximo a janela aproximando meu rosto do lado de fora em busca de um ambiente menos coletivo.

Não ouvia mais - com distinção - as palavras da mulher, que seguiu com seu discurso sobre o quanto precisava ser austéra – e até mesmo violenta - para manter seu amado e ‘safado’ marido na linha.

Fiquei satisfeito até que começou a chover e eu tive que fechar a janela. Não conseguia concentração para ler e havia esquecido o MP3... Fui obrigado a aturar, afinal, a mulher era o dobro do meu tamanho e estava pelo menos com o triplo da minha disposição naquela hora da manhã.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sobre o que estou pensando? Muitas coisas ao mesmo tempo. Curtir sol dentro de casa me deixa meio lento... Mas estou escrevendo... Sairá um novo post dentro em breve...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


Essa onda de carnaval e verão toma a cabeça das pessoas... A academia estava lotada hoje desde cedo... Tomei coragem e falei pra mim mesmo: "vou embora. não fico aqui com esse bando de narcisistas competindo por uma aparelho de jeito nenhum. vou pra minha aula de localizada hoje a noite e depis um body stepzinho... Eu, heim!"... E assim eu saí de pois de uma hora e meia na sala de musculação. Isso não é comigo, não.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ficando de bem com a vida, porque tanto esforço por coisa pequena não deve mesmo valer a pena!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


In some where he is saying "I can´t do everything"... But he can try something. And if he looks around him, he will understand that things are realy simple. And we, like him, in this moment, yes, we can think about to cross our limits to do everything. No so simple like that, of course. But, to do what is everything to us and for us... And from us to everyone. Together we are most than we can realise. Each one doing a little part. And at last we can say: "We can do everything". Particulary I prefer to say "we" and not "I"... Just "I" sounds such lonely.

sábado, 6 de novembro de 2010

Ser solteiro


Ser solteiro é uma tarefa árdua, sobretudo nas grandes cidades... Tarefa grandiosa para os que se consideram vencedores e penosa para os que têm a idéia de fracasso constante. E não há fórmulas para se dar bem.

Mas, independente de como se vê a solteice, não há medidas exatadas para se sair dela. O que pode ser um bom tempero para alguns é picante demais ou sem gosto para outros... Não há como se preparar para acertar.

Não há fórmulas de atitude, estilo, postura. Cada um busca no outro algo muito particular, essencial, especial. E tem a ver com o que esse outro identifica como aprazível para ele: pode ser excesso, falta ou equilíbrio...

Pois é, nessa vida de solteiro e solteira, há duas situações: ou se quer ou se diz que não quer um relacionamento.

Particularmente, acho que quem diz que não quer foge da responsabilidade de cuidar. Mas essa é uma visão muito minha e pode não ser compartilhada por ninguém.

Os que dizem querer demoram até encontrar o par que também quer ou enfrentam a longa fila dos que não querem. É inerente a busca constante seja por algo fugaz, seja por algo duradouro.

Refletir sobre isso é importante porque traz uma visão das atitudes que tomamos, dos lugares que frequentamos, das pessoas que atraimos... É difícil esse exercício, pois junto com ele vem a percepção de si mesmo e o nítido desenho dos padrões que repetimos. Há de se aventurar nessa empreitada por mais que neguemos a necessidade.

Definitivamente ser solteiro requer preparo. Do contrário caímos nas armadilhas criadas por nós mesmos... E, sinceramente, prefiro o desafio da construção de um relacionamento.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Correria


Acorda muleke, já são seis!!!

A perna por cima
Desce a escada
Erra a porta
Cai na privada

Chuveirada correndo
Jejum pra sangria
Consulta bem cedo
Frio na barriga

Ufff! Nem começou o dia!

Volta pra casa
PC tartaruga
Texto ruim
Internet não “pluga”

Ai!!! A manhã acabou!

Kbyte, pendrive
Almoço no microodas
Mordida e teclado
O sol tá danado

Ui! Só tem 24horas nesse dia?

Sérgio Franco
Amigo do peito
Sorriso estampado
Deu tudo certo

Iuuuupi!!! Fiz tudo direitinho!!!

Feijão de molho
Toma mais banho
Separa pedido
CEMED de novo

Delícia, ginástica Holística!!!

Corpo suado
Puxa ferro
Estica o corpo
Alongaaaaaaaaaaaa

Corre! Trinta minutinhos de esteira...

Tem uma vaga
Turma terça e quinta
Xô, hidro
Vem natação

Queimei o feijão!!!

Prepara outra coisa
Come sem feijão
Ainda assim ‘tava’ bom
Cozinha não para

Terminar, terminar!!!

Mang e Roc
Dupla dinâmica
Termino hoje
Medição, medição

Troço, treco... Ô, coisa!

Prepara DVD
Friozinho chegando
Aparelho carregando
Trim-trim! Trim-trim!

Pisa no freio, já são vinte e duas!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Minutos


Um lábio, um passo
O traço no sorriso delgado
Um passo, um tempo escasso
Adrenalina no coração pulsante disparado

Um olhar, um toque
O movimento da irís castanha
Um toque, reação, contrachoque
Intenção que cresce sem qualquer barganha

Uma tez, um cheiro
A prova do cravo na ponta da língua
Um cheiro, um suspiro
O frio do gelo percorrendo a espinha

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Última Vez...


A última vez de alguma coisa tem um peso importante. Seja pela última vez, que pode ser um pedido ou refletir algo que não se repetirá; seja da última vez, que transmite a idéia de que possivelmente no futuro esse algo pode vir a acontecer novamente.

De qualquer forma quando se pensa ou se fala essa frase, o momento é tenso em algum nível. Tem a ver com a avaliação de atos, com a nostalgia de situações, com saudade de pessoas. Invariavelmente.

Quantas coisas você já fez pela última vez mas não se deu conta... Nem notou... Quanta coisa! O que é inesquecível? Coisas que você não tem como ocultar pela sua natureza. Essa coisa inesquecível... Quando foi que você fez?

Um passeio no parque olhando as crianças e seus pais. Quando você foi? Porque deixou de ir? O afago na cabeça daquele cão. Foi pela última vez? Quantas coisas você já fez e não se deu conta de que não as faria nunca mais na sua vida...

Em quantos momentos seus olhos se depararam com a visão de algo incrivelmente belo e você simplesmente passou por esse momento como ele se fosse um qualquer na sua existência... Quantas vezes você ensaiou um dedilhar no rosto da pessoa amada e por um triz não o fez por puro e momentâneo desagrado... Deixou de fazer pela certeza ingênua de que, por se tratar, em sua mente, de uma situação corrriqueira, haveria tempo para demonstrar seu afeto... E o momento passou... E você não fez!

Decidimos involuntariamente que as situações e as pessoas são eternas em nossas vidas... Uma forma de nos esquivar da brevidade do que vivemos. Será? Não... A brevidade é o que temos de mais concreto. Mesmo quando uma coisa dura mais que outra, ainda assim ela acaba.

A última cor, a última penumbra.O último sorriso de alguém, o último choro. A última palavra doce e última áspera manifestação de convicção. O último cheiro. O último toque. Sempre há uma ultima coisa. Sempre. E a nossa percepção errática de longevidade nos traz a sensação de que poderemos ajeitar tudo em algum momento... Mas nem sempre temos tempo ou disposição... E muita coisa passa...

Quando será a próxima vez que faremos algo cuja oportunidade de ajuste nunca mais surgirá e nos arrependeremos disso duramente? Quando será que algo nagnânimo ocorrerá pela última vez e viveremos “etermamente” em busca do momento perfeito para que ela se repita?

Nunca saberemos...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Simpatista


(11/10/10)

Às coisas que são gratuitas, um VIVA!!!
Pelo seu valor inestimado
Pela sensação de simpatia
Pelos sentimentos bárbaros

Às coisas que não têm tempo, um VIVA!!
Pelo gosto da boa preguiça
Pelo tardar inespressivo da hora
Pelo descaso com a correria

Às coisas sem rumo, um VIVA!!
Pela desprentenção com a meta
Pela vivacidade do agora
Pelo desalinho das propostas

Às coisas que fogem do padrão, um VIVA!!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Erótico


Afunda o dedo teso na carne dura glútea contraída. Serpenteia o corpo e enrosca a língua macia e doce e quente na orelha fria. Estala a cama que suporta o peso variável do corpo em movimento que testa a estrutura sólida de inveja. Desalinha o lençol que desenha as letras do desejo em um texto inteligível e indecifrável.

Transborda o calor sob a luz fraca do abajour. Abre a boca na sombra gêmea imitadora. Serpenteia o corpo. Puxa, beija, aperta, morde o peito na superfície rósea que se treme, se assusta e se esconde sob a saliva. Respira enquanto o frio desce a espinha. Vira por cima. E torna a virar. Novamente.

Pede, manda, comanda. Encomenda o cío. Deixa brigar as mãos ora tortas, atentas, desmedidas, metidas, que esticam e esfoleiam a pele misturando dor ao desejo que impele. Serpenteia o corpo deixando trabalhar as mãos entorpecidas, caídas, cansadas, atenciosas, que trazem arrepio em sua passagem riscando a pele com as unhas sem-vergonhas, a língua de fora entre os dentes. Sacana.

O suor escorre. Descreve o caminho salgado que desce e molha. Mistura. Lambuza. Azeita a engranagem. Flexão. A cabeça que pende encanta com os olhos. Entranha. Estranha. Adentra. Apanha. Arfa. Abre. Acopla. A boca canta. Pulsa. Expulsa. Acolhe.

Explode.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vou falar pra todo mundo



Há algum tempo eu estava sem esperanças... Mas tudo ocorreu de forma tão sem pretensão...!!! No começo, confesso, não gostei. Tem esse lance das amigas apresentarem e foi exatamente assim que o conheci – por uma amiga. No primeiro dia achei meio lento e tudo mais, no segundo achei chato - rodando e rodando pra dizer a mesma coisa. Aí não dei mais bola. Larguei de lado. Não procurei mais.

Mas as coisas certas acontecem de formas inusitadas, às vezes. Conversando com uma outra amiga sobre o assunto ela disse que eu deveria dar uma outra chance. E foi discorrendo sobre as maravilhas dele. Até pediu uma reaproximação para ela própria, pois, assim como a primeira, já o conhecia.

Voltei para casa depois do trabalho intrigado, pensativo. Afinal, uma vida de solteiro deve ser bem pensada. Sobretudo as noites. Mas havia prometido a tal segunda chance. Cheguei em casa, tomei banho, troquei de roupa e fui preparar algo pra comer. Meus pensamentos nele nesse momento, pois se havia uma coisa sobre a qual ele falava muito era de comida... Nesse dia do reencontro havia somente duas noites que eu havia passado sem ele. Mas tudo aconteceu como se fosse a primeira vez.

Não resisti. Enquanto preparava a comida marquei o encontro para aquela mesma noite. Ele parecia disponível, pois me pareceu aceitar sem qualquer ponderação. E como ter ponto de vistas distintos sobre o mesmo assunto ou pessoa pode trazer novas formas de ver, de observar e de aprecisar; tive uma noite maravilhosa. Apesar do cansaço me dei por completo. Me entreguei.

Na minha idade, claro, nem todas as posições são confortáveis o tempo todo. E assim, fiquei de lado, por cima, por baixo. De lado de novo. Sentei. Noite a dentro. A cada posição uma composição lírica de palavras. E agora as palaras tinham outro sentido.

Mas há um momento que parar é preciso. Parei com certa falta de vontade. Já não dava mais. Estava esgotado. Antes de dormir de fato ainda tentei um pouco, mas meu corpo fraquejou. Ele caiu no chão. Hora de dizer ‘chega por hoje’. Mas eu dormi com ele por cima de mim. Acordei no meio da noite com o seu barulho novamente no chão.

Bom, não preciso dizer o que aconteceu desse dia em diante. Acontece todos os dias. Antes de dormir. Um pouquinho depois de acordar. Tenho até que me esforçar para parar. Afinal, as outras coisas do mundo existem. Se bem que quando dá eu faço dentro do ônibus mesmo. Mas isso não tá sendo legal porque tem vezes que estou de pé e incomoda um pouco.

Minhas noites ficaram mais completas e o crédito é todo de vocês. Daqui pra frente, pelo menos até terminar, só quero ele. Eu gostei muito. Apesar de ser grosso, eu não tenho mais feito esforço. E pra gente que não tá muito acostumado... Por exemplo, o último que peguei era pequeno... E quando ele vai fundo. Puts! Eu tenho até que parar, às vezes... Mas sempre retomo com vontade redrobada, devo dizer.

Eu sei. Vai terminar um dia. E esse dia está muito próximo. Mas minha salvação é ter mais dois na fila. Na verdade, ele tem três. E depois dessa experiênica nem me importo mais com a grossura, apesar de ter que desembolsar mais. Porque eles são caros. Quanto mais for imponente, mais fica caro. Ee se é imponente e grosso, mais caro fica. Nesse caso nem sei como vai ficar, pois ele além de ser garboso, é grosso e tem conteúdo. Esse conjunto deixa caro pra daná!

Bom, vou terminando por aqui. Meninas! Obrigado pelo incentivo. Sem vocês eu estaria sozinho nesses últimos dias e sem a menor idéia de ocupação noturna. Foram vocês que me apresentaram ao Noah (Noah é o nome dele). Quando eu terminar de ler o livro que me indicaram – O Físico: a epopéia de um médico medieval – eu vou ler os outros dois. E podem deixar que vou espalhar pra todo mundo ler as letras de Noah Gordon. Eu recomendo, apesar de ter 592 páginas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Passou, tá passado


Não posso fazer de conta que ainda é cedo porque simplesmente não vim ao mundo a passeio. Pra mim é tarde, já vou indo. Preciso ir embora. Não me culpe, pois eu quis dizer, você não quis acreditar que tudo tinha mudado. Eu bem que te avisei, e nesse caso era para levar a sério: o nosso caso de amor.

Você não sabe quantas coisas mais eu faria pra continuar te fazendo feliz além do que já tinha feito. Mas agora não da mais pra dizer que me adora, que me acha foda. Em sua raiva por si mesmo, por favor, só não desonre o meu nome.

Não serei mais seu corsário preso. Vou partir a geleira azul da solidão, buscar a mão do mar, ma arrastar até o mar, procurar o mar. Eu não vou mais correr demais só pra te ver, meu bem. Também não vou mais me zangar nem de ciúme chorar... Porque não quero mais viver ao seu lado. E se um outro cabeludo aparecer na sua rua. Se isso te trouxer saudades minhas. Adivinha? A culpa é sua.

Desculpe o auê, você dizia, que não queria me magoar, que tinha sido ciúme, que tinha perdido a cabeça... Que era pra eu esquecer. Mas eu não podia mais alimentar àquele amor tão louco. Era um sufoco. E eu até tinha mil razões para lhe perdoa: por amar. Mas não deu... Deixei de lado aquele baixo astral, ergui a cabeça, enfrentei o mal e agindo assim foi vital para o meu coração. Se em cada experiência a gente aprende uma lição. Só sei que agora eu vou cuidar mais de mim.

Não vou mais ficar ali caído. Um mar de dor, que arde sozinho. Eu já chorei um rio, mas não guardei rancor... Levantei, sacudi a poeira e dei a volta por cima. Então resolvi mudar. Este caso realmente não tinha mais solução. Não vou ficar agindo como fera ferida nem no corpo nem na alma nem no coração. Agora eu sou o negro, negro gato...