Casamento gay sendo votado no Brasil... A morte de gays sendo votada em Uganda... Se por um lado a marcha pela liberdade alcanca níveis razoáveis pelo mundo, por outro o retrocesso ganha força para ser LEI.
Emocionado com as duas notícias entrei no youtube para ver como estavam os acessos a uma das mais belas manifestações de carinho entre as pessoas, o beijo. O simples e tão terno beijo. Encontrei um de uma novela argentina... Achei a cena linda demais (http://www.youtube.com/watch?v=lFmaNHg4MiE).
Penso que está na hora de o Brasil parar de hipocrisia e levar ao ar cenas mais explicitas e doces de amor entre pessoas do mesmo sexo. E as crianças? Algums perguntariam. O que tem as crianças? Eu retruco. Por acaso todos os gays são filhos de pais gays? A lógica da influência nesse sentido é tão absurda para mim... Porque, eu digo, se for desse jeito terei "transformado" tres lindos seres humanos. Tres pessoinhas que amo com cada fibra que eu tenho no meu corpo, que são meus sobrinhos. Sinceramente, não é o caso.
A manifestação de carinho e de afeto na vida real destoa dos estereótipos que ainda são veiculados nas mídias: o gay pra ser aceito precisa ser efeminado, engraçado, não ter família...
"se fosse parente meu nem sei o que meu pai faria"... o pai, né?
"eu não tenho nada contra"... e a favor?
"conversa com ele, ele tem ums conselhos ótimos"... somos todos gurus naturais, certo?
"você ainda está com aquele cara?"... não, igual a todo mundo, também não tem dado certo pra mim...
Bom, claro cada uma desas situações REAIS e COTIDIANAS merecem um esforço maior do que o que eu vou dar aqui para serem contextualizadas. Não sou estudioso da causa. Sou gay: eu a vivo, eu a sinto... e portanto, estou impregnado dela, apesar de ter em minha vida uma história de muita proteção seja pela família, seja por amigos ou colegas de trabalho.
Fui achincalhado na juventude? Sim! fui. Mas não eram o que diziam que me machucava nem porque diziam. Curioso falar isso. Eu pensava: estão certos, eu sou gay... e eles são uns ignorantes porque não sabem quem eu sou. Sempre foi uma coisa meio doida na minha cabeça porque eu sabia que eles não tinha medo de mim, tinha medo do que eu poderia representar, tinham medo do que minha representação poderia afetar... Penso que tinham medo de de se aceitarem me aceitando, porque isso não seria aceitável por todos os que estavam pensando igualmente como eles...
Tenho que sair pra o trabaho agora, como um homem bom nessa vida eu trabaho muito, ajudo em casa, pago minhas contas, devo pessoas jurídicas, durmo e acordo a cada dia.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
domingo, 28 de novembro de 2010

Pesquisando aleatoriamente sobre filmes com temática gay hoje, entrei em um blog muito interessante. Além de apresentar os filmes, o moderador também posta artigos, matérias... Bem legal... Vendo um mini-vídeo peguei o depoimento de um pai: "Os primeiros momentos após Jake se assumir foram como se eu tivesse um ferimento aberto. Acho que se alguém me dissesse, naquele momento, que havia uma varinha mágica que poderia transformá-lo em um hétero, eu teria, naquele momento usado. Teria usado a varinha. Mas agora, de jeito nenhum. Faz parte de Jake, de quem ele é. Faz parte das coisas maravilhosas que ele tem. Faz parte da razão de eu amá-lo tanto". Fiquei pensativo com esse depoimento... Mas não quero aprofundar nada... Acho que só as palavras desse pai católico são suficientes para hoje.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Política e Homofobia

Publicado no site mixbrasil:
http://mixbrasil.uol.com.br/lifestyle/religiao/igreja-carioca-repudia-outdoors-homofobicos-de-silas-malafaia.html#
Igreja carioca repudia outdoors homofóbicos de Silas Malafaia
Igreja Cristã Contemporânea repudia publicamente outdoors do pastor Silas Malafaia
Outdoors homofóbicos falam em macho e fêmea
A inclusiva Igreja Cristã Contemporânea (ICC) repudiou publicamente na última quinta-feira, 7, os outdoors recém-instalados no Rio de Janeiro a mando do pastor Silas Malafaia condenado a homossexualidade. A campanha de Malafaia é uma resposta à iniciativa da Contemporânea a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que já havia sido depredada antes.
Em nota, um dos fundadores da ICC, o pastor Marcos Gladstone alega que a atitude de Malafaia “é algo desonesto e pouco civilizado. Na verdade, as lideranças que estão por trás destes outdoors não são democráticas, porque na verdade se pudessem não permitiriam sequer que esse debate existisse”. Confira na íntegra:
MANIFESTO DE REPÚDIO
Vemos com grande preocupação a publicação de alguns outdoors de caráter homofóbico do Pr Silas Malafaia que vem sendo difundidos em nossa democrática cidade do Rio de Janeiro, em franca reação a campanha progressista que a Igreja Cristã Contemporânea lançou no mês de outubro em prol do casamento gay. Digo que nossa cidade é democrática, porque entendo que a democracia se constitui precisamente no debate, e entendo que nem todos são obrigados a concordar conosco. Não são obrigados a concordar, mas são obrigados a nos respeitar enquanto cidadãos livres, de um país livre.
Os outdoors publicados nos colocam como uma ameaça a procriação da espécie humana e à preservação da família. Nos atacar em um debate honesto e franco seria, insisto, algo legítimo no âmbito da democracia. Mas falsamente nos acusar de ser uma ameaça, quando na verdade, os difusores desta campanha sabem que não somos, é algo desonesto e pouco civilizado. Na verdade, as lideranças que estão por trás destes outdoors não são democráticas, porque na verdade se pudessem não permitiriam sequer que esse debate existisse.
Explico melhor: nossa Igreja não defende que o mundo seja gay, nem deseja que aqueles que sejam heterossexuais tenham a sua orientação sexual revertida. Já os nossos detratores se pudessem nos imporiam (como ainda fazem na maioria de suas Igrejas) “tratamentos” violentíssimos de reversão que deixam traumas permanentes nas pessoas. Muitas dessas pessoas chegam em nossa Igreja, oriundas desses meios religiosos, absolutamente flageladas, e nós as acolhemos defendendo um amor de Deus a todos, sem preconceitos de qualquer espécie.
Se não defendemos um mundo gay, o que defendemos? Um mundo onde todos possam viver em paz e solidariedade, e onde as MINORIAS como a nossa possam ser respeitadas sem ser demonizadas, patologizadas e finalmente violentadas ao extremo. Ou seja: o mundo NÃO é gay, mas nós somos e exigimos respeito. Não somos uma ameaça a família, pois formamos famílias por vezes muito mais estruturadas que muitos lares ditos normais. Eu e meu companheiro estamos adotando legalmente uma criança e desejamos o melhor futuro para ela; com carinho e principalmente dignidade.
Não somos uma ameaça a procriação precisamente porque Deus nos constituiu ENQUANTO minoria e assim seguiremos, pois os planos de Deus são perfeitos. Não queremos revolucionar o mundo. Mas queremos transformá-lo através da inclusão, não da supressão de uma maioria por uma minoria. Minoria expressiva e que enquanto tal possui os mesmos direitos da maioria justamente por que no jogo democrático somos plurais e singulares ao mesmo tempo: unum et pluribum!?. As diferenças nos singularizam, a democracia nos torna cidadãos e o Evangelho nos torna irmãos!
Neste sentido divulgo este manifesto de repudio a homofobia religiosa que estes outdoors buscam difundir. Não precisamos de muros. Precisamos, sim, de pontes!
Marcos Gladstone, fundador da Igreja Cristã Contemporânea.
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