Saúde, Paz, Harmonia...

Prefiro as Convicções mutantes
Às incertezas constantes

Palavras que o vento não leva...

Clarice Lispector. "... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."
Confúcio: "O que eu ouço, eu esqueço. O que eu vejo, eu lembro. O que eu faço, eu entendo."
Madre Tereza de Caucutá: "É inadmissível nos permitirmos que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."
Paulo Freire: "A subjetividade muda no processo de mudança da objetividade. Eu me transformo ao transformar. Eu sou feito pela história ao fazê-la."
Sartre: "o importante não é o que fizeram de mim, mas o que eu faço do que fizeram de mim."
[autor]: "Palavras categóricas e ásperas são sinal de uma causa infundada."
Madre Tereza de Caucutá: "Não ame por beleza, pois um dia ela acaba, não ame por adimiração, pois um dia pode se decepcionar. Ame apenas, pois o tempo nunca poderá apagar um amor sem explicação."
Diamante: "A pessoa que briga por uma única verdade, na realidade está defendendo sua mentira!"
Voltaire: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Oscar Wilde: "Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos."

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fundamental

Fundamental é se sentir livre, cheio de desejo e não transformar tudo em jogos de disfarces. É não tornar o passível de concretude em ilusão, mesmo quando as coisas não estejam exatamente do jeitinho que queremos. Fundamental é amaciar ao invés de recrudescer porque o tombo pode invariavelmente ser nosso. Fundamental é sorver o acaso de olhos fechados e coração aberto sem tentar consertar o mundo porque às vezes o sonho é real e somos nós que não entendemos. É deixar a pele falar pelo que é consciente e controlado. É fazer o sorriso fluir independente do caminho percorrido, porque tem momentos em que a loucura de simplesmente se deixar levar pode abrir as portas de sentimentos puros, genuínos e adormecidos.
Fundamental é ir na contramão, fugir do que é obtuso. Fundamental é recriar, reconhecer, reinventar porque a geografia está para a distância assim como as horas estão para a ansiedade. É fundamental ter vontade. Fundamental é valorizar sem definir. É prospectar ao invés de se entregar ao preconcebido. Fundamental é perceber o entorno a partir da graça e da singularidade que o entorno tem; sem comparações... Porque forma e função são diametralmente opostas, basta olhar com olhos de ver... Fundamental é ter a ousadia dos vencedores e a paciência dos que sabem onde não querem chegar porque em vários momentos a pressa nos leva a atalhos, e estes a desenganos e a abismos que só nos apontam as limitações, impedindo os avanços. Fundamental é se deixar ser feliz. É deixar alguém feliz por nós e conosco. É fazer acontecer sendo justa e somente quem somos. É fundamental não evitar, não se segurar, não resistir e deixar a saudade de alguma coisa nos impelir na direção contrária à da solidão. Fundamental é equilibrar o que se tem e o que se quer oferecer porque nem sempre o apego alheio está no que é obvio e aparente, mas sim no que está por trás e pode ser muito mais atraente. Fundamental é, no silêncio da noite, apostarmos no dia seguinte. É abrir-nos para a gama de possibilidades humanas porque o fantástico não é divagarmos, mas sim voarmos nas brumas do infinito na direção de nós mesmos. Fundamental mesmo é se deixar ser, é se deixar viver. É deixar bater livremente o coração nessa imensidão de tempo e espaço que é nossa vida.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

No Pé da Orelha


Se um dia voce acordar e todos os seus sentidos estiverem embaçados, entorpecidos
Não se desespere
Se em outro dia chegar uma claridade ofuscante, que te impeça de enxergar adiante
Não desanime
Se um dia nascer perfeito e você, apesar do medo, desejar que ele não passe
Aceite

Se em sua vida surgir algo novo e imponderável
Busque aproveitar
Se o novo chegar muito rápido e te assustar
Não fuja
Se suas pernas tremerem, a respiração faltar e um sorriso maroto surgir
Aproveite

Se um dia falarem por ai que você se expõe demais
Deixe-se ser autêntico
Se disserem que você se propõe a um querer que é impossível
Mantenha sua coragem
E se um dia insistirem que você é louco por nao desistir da busca pelo amor
Concorde

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Muitas vezes nós tentamos viver de forma responsável mentiras óbvias
E não podemos dizer ao nosso coração com se sentir
Às vezes nosso coração nos guia para lugares que pensamos que não queremos ir...
E o odiamos por isso
E às vezes nosso coração pode ser a coisa mais preciosa que temos
Às vezes ele faz com que nos sintamos miseráveis, zangados, excitados e confusos...
Tudo ao mesmo tempo
Mas, pelo menos, nosso coração está aberto
Nos faz sentir
Respirar

All You Need Is Love

Beatles


Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy

There's nothing you can make that can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It's easy

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

There's nothing you can know that isn't known
Nothing you can see that isn't shown
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be
It's easy

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
(She loves you yeah, yeah, yeah!)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Parto mas não Divido

Sei que vocês não me querem mais aqui
Parto! Mas não vou me dividir
Levo comigo as amizades que construi
Porque como já disse, eu não vou me dividir


Levo no peito a saudade que vou sentir da Lapa
Levo a cerveja em garrafa que disputei a tapa
Levo o molejo da fogosa mulata
Levo a galhofa de ter chamado a trava de gata

Levo todas as manhãs que me deram olá!
Levo as segundas-feiras que não consegui trabalhar
Levo a cara da polícia passando, tentando pescar
Levo todos os sambas que não vou mais cantar

Levo a imagem do 434 pra Vila Isabel
Levo a voz dos sambistas pra quem tiro o chapeu
Levo a cultura da Lapa, legado de Papai do Céu
Levo um pouquinhos dos arcos que também são meus

Mas se é pra sair daqui
Ah! Eu levo tudo, pois não vou me dividir
Me deixa então ir
Mas não vou me dividir

Querem que eu vá aos pedaços?
Eu, heim!

As Sombras do seu Coração

Eu gostaria de retirar a cortina da neblina que envolve seu pensamento. Tirar você desse escuro e trazê-lo para a minha luz. Mas você não me deixa e limita meu acesso
Quando você vai parar com esse jogo?

Você pode chorar, às vezes, sozinho dentro do seu mundo. Mas nesses moments, quando sentir que as coisas estão se partindo dentro de você, me chama. Fale-me sobre os momentos de medo. Porque é muito mais fácil sentir medo junto a alguém. Você pode sentir medo perto de mim.

E quando o vento frio soprar lá fora. Eu tenho sentimento suficiente para incandecer você por dentro. E se um dia você aceitar esse sentimento, vai poder parar de correr entre as sombras que há em seu coração... E se aquecer com minha voz dizendo que te quero.

Busca

Talvez eu esteja falando de mim, mas provavelmente falo também dos muitos outros seres de sangue quente, pensantes, que se dizem falantes e inteligentes, mas que se perdem instintivamente quando o assunto é o coração e o amor.

Talvez todos nós tenhamos nascido com a dádiva (sina) eterna da busca por um destino intangível. Um destino colorido por alguns, sombreado por outros. Intocável pela maioria. Felicidade a dois.

Talvez façamos parte do grupo dos que ainda buscam e em uma dimensão muito próxima estejam aqueles que já encontraram. É a angústia da eterna e busca que nos impulsiona para além do muro invisível da incerteza. Depois do qual, quem sabe, estejam os outros buscadores da felicidade compartilhada.

Mas talvez não estejamos prontos para sermos completamente felizes.

Couraça

É verdade, não tem idade
O coração bate
A gente não entende

É verdade, está em qualquer parte
Um sorriso que abre
A gente nem pretende

Simplesmente acontece
Até pra quem mente
Até pra quem foge
Até pra quem teme

Mas o que acontece
Nessa vida indolente
A velocidade massacra
E é a gente que perde

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Casamento Gay

Casamento gay sendo votado no Brasil... A morte de gays sendo votada em Uganda... Se por um lado a marcha pela liberdade alcanca níveis razoáveis pelo mundo, por outro o retrocesso ganha força para ser LEI.

Emocionado com as duas notícias entrei no youtube para ver como estavam os acessos a uma das mais belas manifestações de carinho entre as pessoas, o beijo. O simples e tão terno beijo. Encontrei um de uma novela argentina... Achei a cena linda demais (http://www.youtube.com/watch?v=lFmaNHg4MiE).

Penso que está na hora de o Brasil parar de hipocrisia e levar ao ar cenas mais explicitas e doces de amor entre pessoas do mesmo sexo. E as crianças? Algums perguntariam. O que tem as crianças? Eu retruco. Por acaso todos os gays são filhos de pais gays? A lógica da influência nesse sentido é tão absurda para mim... Porque, eu digo, se for desse jeito terei "transformado" tres lindos seres humanos. Tres pessoinhas que amo com cada fibra que eu tenho no meu corpo, que são meus sobrinhos. Sinceramente, não é o caso.

A manifestação de carinho e de afeto na vida real destoa dos estereótipos que ainda são veiculados nas mídias: o gay pra ser aceito precisa ser efeminado, engraçado, não ter família...

"se fosse parente meu nem sei o que meu pai faria"... o pai, né?
"eu não tenho nada contra"... e a favor?
"conversa com ele, ele tem ums conselhos ótimos"... somos todos gurus naturais, certo?
"você ainda está com aquele cara?"... não, igual a todo mundo, também não tem dado certo pra mim...


Bom, claro cada uma desas situações REAIS e COTIDIANAS merecem um esforço maior do que o que eu vou dar aqui para serem contextualizadas. Não sou estudioso da causa. Sou gay: eu a vivo, eu a sinto... e portanto, estou impregnado dela, apesar de ter em minha vida uma história de muita proteção seja pela família, seja por amigos ou colegas de trabalho.

Fui achincalhado na juventude? Sim! fui. Mas não eram o que diziam que me machucava nem porque diziam. Curioso falar isso. Eu pensava: estão certos, eu sou gay... e eles são uns ignorantes porque não sabem quem eu sou. Sempre foi uma coisa meio doida na minha cabeça porque eu sabia que eles não tinha medo de mim, tinha medo do que eu poderia representar, tinham medo do que minha representação poderia afetar... Penso que tinham medo de de se aceitarem me aceitando, porque isso não seria aceitável por todos os que estavam pensando igualmente como eles...

Tenho que sair pra o trabaho agora, como um homem bom nessa vida eu trabaho muito, ajudo em casa, pago minhas contas, devo pessoas jurídicas, durmo e acordo a cada dia.

Fodido de novo...

Queria, realmente, jogar um feitiço, colocar um freio, mudar teu desejo. Mas de tudo isso nada é possível, viável, aceitável ou justo. Daí, deixo essas vontades para o nível do abstrato e do inexequivel. Acho que me apaixonei novamente. Mas é bom parar de devaneio, afinal, sou leonino, meu ascendente é escorpião e já passei dos quarenta... E porque, como já percebi, no campo do factível, para nós, só o não existe.

domingo, 10 de julho de 2011

Domingo-despedida

Ontem o dia de hoja já prometia diferença. Diferença cunhada curiosamente pelos últimos minutos do sábado. Pois dormi muito, dormi bem. Acordei cedo e acho que fiz uma despedida com segurança e serenidade. Com a certeza de que não falarei mais "oi, entra..."...

E nesta data voltei a escrever. Postei no meu blog há muito abandonado enquanto tomada meu café buscando me desvencilhar por meio das palavras do medo do dia. passei a manhã nessa empreitada.

Vi um dia de inverno, mas com uma "tarde outona do domingo", que trouxe um céu azul claro, um calor agradável e - apesar de tantos dias fora de casa - a vontade de sair, de ver a cidade, olhar a cada diurna do Rio.



Sem disputa na areia, sem amasso no transporte, sem roubo no preço da cadeira de praia. Escolhi lugar que quis e o Paulo estava super agradável hoje (vai entender! hehehe...).

Sem nuvem alguma, senão no finalzinho da tarde. Um sol regular, que provocou muita gente, mas não assustou que estava por lá. Retomei a leitura de A ilha sob o Mar, de Isabel Allende. Voltei a ler também.

No finalzinho da tarde uma brisa fria desceu junto com o sol, que se escondia atrás dos prédios de Copacabana. foi a hora de me despedir também desse domingo pra pensar na segunda-feira e nas outras coisas que movem a minha vida.

A parte que não me toca

Queria saber onde fica sua parte verdadeira. A que não foge, que não se esquiva. A que não se camufla no silêncio nem no olhar perdido. Queria saber quem te acessa. Quem você assume. Por quem você não dorme. Quem te afeta. De quem não se isola.

Queria entender porque você escapole nas primeira horas da manhã e vai embora. O sol nasce e você me deixa. O dia surge mas não para nós. Queria entender porque somente na noite te vejo e te sinto.



Gostaria de ser a pessoa que cruza a linha divisória entre seu sorriso breve e a gargalhada saborosa. Gostaria de ser quem atravessa seus olhos distantes para explorar seus sentimentos contidos.

Where are you?

I want know you the way that you are. Show me then.

Sem pertencimento ou Sentença

Fechou a porta de casa. Mas não foi ela que a abriu. "vai deitar, vai. Tá frio aqui fora...". Uma frase curta. Os olhos claramente tristes, pensativos. Ela muda. O som do elevador anunciou sua chegava. Nenhuma pertença. Nenhuma sentença.

Tudo ocorreu em casa. Tudo regado a momentos de intensidade e entrega... E depois, não as luzes e o estardalhaço da mutidão enlouquecida pela escolha da playlist do DJ, mas sim o cansaço que levou ambos a um sono entremeado de beijos, afagos, cuidados, abraços - que apesar de simbólicos, genuínos e cheios de ternura, não traduziam, em essência, qualquer estágio de relacionamento. Nenhuma pertença. Nenhuma sentença.

Lembrou que o presente não fora dado, apesar de comprado com a intenção de demonstrar o afeto que surgia. Ela optou por não se expor. "Você é incrível, merece pessoa melhor que eu". Por não dar contretude à subjetividade da partida. E porque, também, não havia nada a requerer. Nenhuma pertença. Nenhuma sentença.

Sem motivos razoáveis para entristecer-se, ela entristeceu. "Não foi isso que eu disse. Você não percebeu que gosto de ficar com você?". O jogo era a dois e em seu momento de isolamento poderia ser dar ao luxo de demonstrar a si mesma o quanto havia se envolvido. Mas ainda assim era um jogo. E tavez por isso - por ser um jogo - ele não tenha esquecido de levar o objeto entregue na noite anterior como motivo para estar com ela. "É pra eu pegar com você amanhã"... E mesmo que não tenha tomado espaço. E mesmo que nãou houvesse sentido. Um espaço fora tomado, mas não pelo objeto. Nenhuma pertença. Menhuma sentença.

O som surdo do outro lado denunciou sua partida. Abriu a janela e o viu caminhar no sentido oposto ao de seus corações. "Vivo em busca do novo", lembrou das palavras ditas há algumas semanas. Permaneceu na janela observando o distanciamento. Todos os distanciamentos. Um caminhar lento, a silhueta da figura que, cada vez mais diminuta, talvez não mais retornasse. Nenhuma pertença. Nenhuma sentença.

Fechou a janela assim que o coletivo não deixou mais dúvida de que ele se fora. O sol nascente no horizonte anunciava um dia morno, seus feixes de luz atravessando a neblina remanescente da cidade. Deitou novamente no ninho. Nada em volta. Nada envolta. Nada crítica. Nada. Nenhuma pertença. Nenhuma sentença.

sábado, 28 de maio de 2011

Tão Simples


Acordou assustada e sentiu gradativamente os sons chegarem aos ouvidos, e as formas e cores aos olhos. Virou-se de lado com o esforço de quem não tem forças sequer para imaginar. Viu no relógio do criado mudo: duas da madrugada.

Notou nesse momento que o sono que imagnara acontecido não fora mais do que horas insones. Os olhos cerrados. Encarcerada no desejo de que no momento seguinte a densidade da inconstância nublasse a paisagem da realidade.

Virou-se novamente e, buscando conforto para as costas apoiou o ante-braço na fronte. Vidrou os olhos, agora abertos, no teto até que arderam e lacrimejaram, findando a concentração.

Cada parte sua ansiava pelo embalo do sono. Não porque precisasse dormir. Não porque estivesse extremamente cansada. Mas porque precisava acordar. Ter um intervalo entre o que era atual e o que se seguiria.

A outra mão passeava os dedos no abdome. Massageava os músculos contraídos tentando dissolver os nódulos da apreensão. Respirou lentamente. Para dentro. Para fora. Exercício de relaxamento e suspiro controlado. Tremeu o peito.

Não havia estrelas no céu nem movimento nem ar. Engasgou sôfrega. Parou. Amassou o lençol dentro da mão quente e úmida e de um salto correu para a cozinha. Um chá... Acocorou-se no canto entre a geladeira e a porta. Segurando a xícara estalava as unhas forçando umas às outras. Não há ninguém por perto. Não há ninguém olhando. Mas sentiu uma vergonha alheia como se naquele momento estivesse sendo observada por si mesma do outro canto da cozinha.

Não veio. O sono não veio. Perambulou em volta da mesa sem completar qualquer pensamento e olhou para o computador. "Não". A geladeira. "Não". A rua. "Não, não". O computador. Entrou na rede forçando um bocejo. "Mentira". Não havia qualquer sinal de sono.

Instintivamente seus dedos digitaram o endereço, a senha. Percorreu novamente todas as mensagens trocadas guardadas em sua caixa de entrada. Releu cada palavra interpretando cada possível sentido oculto contido nelas. Trocas de mensagens coletivas. Mas ele escrevera seu nome algumas vezes. Trivialiddades apenas.

Os álbuns de fotos. Deteve-se na que melhor dava sentido ao momento insone. Mas ele não a via através do monitor. Não lhe sorria. A foto representava somente um estado de espírito passado. Ela não participara. Não causara o sorriso ou a situação. Não tirara a foto. "Porquê?" Revirou os olhos e riu da incoerência infantil desse pensamento. "Essa". "Essa não". "Essa está melhor". "Todas lindas". Mesmo as feias.

A almofada gasta do assento fez seu corpo reclamar a posição. Levou o laptop para a cama e deitou-se de bruços. Navegou, navegou. E diante de seus olhos ele lhe sorriu. Sim, era para ela dessa vez. E sentiu sua respiração tão próxima, tão quente. Seus braços enlaçaram sua cintura e os lábios dele espremeram os seus. "Sim". E por uma eternidade estavam juntos e por uma eternidade estariam. O sorriso da foto travado no rosto dele. A beleza imutável retratada na foto atravessou o tempo em que estiveram juntos naquela eternidade.

Acordou e esfregou os olhos. Não. Não havia nenhum corpo sob os lençóis senão o seu. Tateou. O laptop esta lá ao seu lado. Frio. A foto ainda lhe sorria. Bateria fraca. Ambas. "Bom dia..", respondeu para a foto. Tremulou os lábios na tentativa de conter um sorriso. Tímida. Entendeu.

Estava apaixonada.

Novos Passos...


Difífil determinar a direção do próximo passo. Às vezes é difícil gerar o passo quizá a direção. Quando se fala de sentimentos platônicos, a decisão correta está para um bom desfecho na mesma medida em que o implso está para o desastre. Impossível prever. Impossível saber o que é adequado ou não.

Por mais que a fotografia desse sentimento esteja simbolicamente diante dos olhos e nos alegre e nos faça deleitar, a imagem é atemporal, o contorno é amorfo e o conteúdo é paradoxal.

Carne e sangue pulsando, ora em desalinho, ora compassados. Um ciclo que estruturalmente se compõe de coerência e desarticulação, de corolido e monocromia, de satisfação e de retração.

Fantasia, idealização, atração intelectual. Impressões vivas, dolorosas e muitas vezes secretas, que nos remetem ao desejo mais humano de sentir-nos merecedores da chance de concretizar o amor, a felicidade.

Seguimos intuitivamente em um caminho forjado pela ânsia da curiosidade sem determinarmos o que é possível e qual o limite. Sonhos e devaneios. Gritos contidos encapsulam abraços fortes, beijos demorados. Um suspiro maior guardado no peito... Todos os senões anunciados, pungentes. Passos inseguros

dados na direção incerta.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Lanternas Vermelhas


Assisti Lanternas Vermelhas pela primeira vez quando tinha apenas 20 e poucos anos. Imaturo na época, ví somente sua beleza plástica no telão... Mas ontem, revisitando o filme, um pouco mais ‘maduro’ (hehehe) tive a oportunidade de olhar a partir de outro prisma. Mas a fotografia, aos meus olhos, apesar das novas lentes, permanece perfeita!

Bom, não tenho a pretenção de ser um analista de filmes (longe disso), mas quero postas minhas impressões equivocadas(?).

Pra mim o filme não retrata somente de uma batalha entre concubinas. O que vi foi muito mais uma luta pela existência. Bom, nesse caso não falo da relação entre existência e vida, falo de existência para além de estar vivo. Os jogos de seduçãoe as contendas, por isso, estão muito mais condicionadas ao desejo permanecerem mulheres-humanas do que necessariamente desejo ao ‘Mestre’. Por isso o espaço (como território) se torna o palco principal.

Na briga quem ganha não anula a outra. Não acho que seja essa a questão no filme. Quem ganha acende, ascende, se torna visível, está viva. Sobra somente essa forma de estar na clausura, no confinamento de ser ‘esposa’ de Chen, o Mestre.

Mas Chen não é mestre. Chen não é marido. Chen não é amante. O Mestre é apenas um sucessor, que mantém rituais seculares sem importar-se com seu contexto. Transforma, na verdade, a autoridade que não possui (por ser fraco) em autoritarismo previsível. As esposas não amam Chen. Buscam desesperadamente um fator determinante, uma variável possível que traga um mínimo de lógica para suas existências.

Sendo assim, cada comportamento é exagerado. Precisa se-lo. Do contrário qual diferença faria? Qual atrativo teriam para dominarem o território. Para chamarem a luz para si. Pare serem vistas. Em uma das conversas a terceira esposa diz para a segunda e para a primeira algo parecido com “como ela sabe que faço massagem?”. E nesse momento fiquei pensando no quanto ela se sentiu desnudada - sua qualidade já poderia ser confrontada pela joven recém-chegada.

Fiquei pensando também nas qualidades de concubina perdidas pela primeira esposa, que chamo aqui de ‘lago frio’, pois passa plácida e distante por todas as situações. Talvez por saber as consequencias de cada ato tomado pelas outras; epelo seu próprio (nesse caso específico a única que trabalha a existência-vida).

A segunda, para mim ‘raíz seca’, apesar de perceber seu tempo esvaindo entre os dedos ainda se estica à procura – vã – de encontrar solo fecundo e brotar novamente. Achei triste o ‘desespero de vida’ da personagem. Fiquei imaginando quando/se minhas possibilidades fossem se extinguindo... O que eu faria?

Quanto a terceira e quarta esposa, apesar das diferenças vivenciais e de idade bem marcadas, vi muita semelhança. Uma mistura entre frescor de flores e ardido de sol, sei lá. Suavidade e violência, quem sabe emanados pela ainda juventude de ambas.

Mas ficou uma questão em minha cabeça: e todas não passariam por estágios parecidos? Uma não seria o reflexo condicionado da outra conforme novas esposas fossem surgindo? Conforme a quinta esposa surgiu no final? Não? Se a terceira não tivesse enlouquecido? E se a terceira não tivesse sido assassinada?

Nesse caso a segunda não foi alçada a um lugar de destaque, pelo contrário, foi substituída. Não se transformaria, ela própria, no próximo ‘lago frio’?

Não quero jamais que me reste como opção de salvamento me tornar um lago frio.

quarta-feira, 9 de março de 2011

UM AMOR PARA RECORDAR


Da primeira vez que comecei a ver esse filme, me pareceu que iria assistir a mais uma produção de romance juvenil desses que são tão comuns. Errei. Acho que o filme tem uma história bem boa. Ouvi dizerem que os atores são ruins, mas dentro do contexto (o s atores são todos jovens) não achei que valeram à pena as críticas. O resultado emociona, pois vem carregado de coisas realmente simples... Bom, hoje assisti pela terceira vez. E pela terceira vez chorei... Mas eu precisava. Como se tivesse algo a relembrar, algo pra sair, algo pra explodir... Nã sei. Talvez eu esteja sensível. Só isso. Mas... Bom, de qualquer forma é um bom filme pra se ver, refletir... Não acho que se trata unicamente do tema de ressocialização de um adolescente rebelde ou de uma passagem para a morte na visão de uma jovem protestante. Não. Eu vejo como uma rede de entregas, um jogo de incondicionalidades, de troca e disponibilidade para amar alguém independente de seu início ou fim. É possível que o filme bata em mim, sempre, desse jeito porque, de alguma forma, tem a ver com histórias que construí, com histórias que quero ainda construir.

sábado, 5 de março de 2011

Latência

Ela estava sentada sobre o para-peito da varanda, os olhos vagos observavam as crianças que brincavam do outro lado da calçada. Enrolava lenta e despretenciosamente a barra do vestido florido que ganhara de aniversário no ano anterior. Não sabia exatamente dizer se estava triste ou feliz. Só esperava... Esperava. Há muito esse era seu mundo: esperar.

Todo final de tarde, antes do sol esmaecer no horizonte, sentava-se no mesmo beiral e olhava o brincar dos meninos sem que houvesse algum motivo específico nessa atitude. Acabara de fazer vinte e oito anos. Ainda muitas perguntas... Muitas respostas incompletas. Os olhos distantes, as respiração que intercalava ansiedade e desânimo num movimento ora frenético, ora tão lento.

Havia algum tempo sua rotina se resumia em fazer as atividades domésticas e aguardar o cair da noite. Sem qualquer tipo de evento que modificasse o curso das cosias. Não havia urgência nem tranquilidade. Ou ambos... Em anulação. Decidira que o melhor movimento seria ficar parada, por mais que essa decisão trouxesse um desperdício evidente do tempo, que nunca parava para que tivesse tempo de decidir por qual caminho seguir.

Pousou a cabeça na mão esquerda, o braço sobre o joelho. Coçou o olhos com o polegar na tentativa de enxergar além do mundo que percebia ao seu redor. Nada. Pressionou os lábio fazendo uma linha reta mostrando as covinhas, agora mais fundas e menos atraentes. A linha ganhou um arco ao lembrar o quanto era elogiada pelas covinhas: “que covinhas lindas, essa menina tem! Nunca deixe de sorrir, minha querida. Você tem um sorriso que pode iluminar o mundo, se você quiser”, sempre dizia a avó quando vinha visitá-la... “Nem o mundo nem a mim mesma. Nem agora nem nunca”, surpreendeu-se pensando. E assustou-se.
Tempo também fazia que não lembra-se das conversas consigo mesma, sobre seu futuro ou seu passado. Não tinha consciência de alguma reflexão voluntária. Não havia registro. Franziu o cenho, os olhos buscando sem foco alguma lembrança. Nada. Abraçou as pernas ajeitando o vestido. Encostou o queixo nos joelhos e inclinou a cabeça. “Vou me esforçar para guardar as lembranças”, sorriu timida e rapidamente. Coçou a nuca. Ajeitou mais uma vez o vestido.

O moço que sempre passava naquele horáio despontou na esquina. E como habitualmente fazia, deu meia parada em frente ao portão e acenou gentilmente levantando o chapel... Ela virou-se. Meio marota, meio envergonhada. Desceu e, sem olhar para trás, fechou a porta. O moço seguiu seu caminho, os olhos baixos... Nada...

176

Eu estava na fila do ponto do 176 – rápido. Aquele que vai pelo Túnel Santa Bárbara (Central-São Conrado). Sinceramente acho que ele deve ser renomeado para 176 – semi-rápido. É que o trecho dentro da rodoviária que vai do ponto, dá uma volta danada pra chegar na Presidente Vargas – dependendo da hora e do dia – é um suplício.

Entre as idas e vindas de uma ambulante que oferecia umas bananadas que estavam dentro de uma sacola não mais transparente de tanta poeira escutei a conversa de duas mulheres que estavam na minha frente. O ponto exato que me chamou atenção foi “eu sou assim e nunca vou mudar”. Fiquei atento, a partir desse momento à conversa de ambas.

De uma forma bastante popular e escrachada, a mulher da ‘síndrome de Gabriela’ discursava sobre o quanto era suficiente sua forma de ver e conduzir sua vida e a das pessoas mais próximas que faziam parte do seu círculo cotidiano. Com interjeições e uma linguagem corporal peculiar, entremeava frases e acentuava palavras com um balenceio de cabeça, uma protrusão constante do lábio inferior. Essa mistura lhe conferia um ar de suposta superioridade a cada sentença – nem gramatical nem matemática, mas jurídica – que aplicava.

“Falo na cara! Não sou de mandar recado! E não levo nada pra casa!” eram frases repetidas no discurso da mulher. E em determinado momento percebi que a falta de repertório desenhava um vai-vem desconfortável até mesmo para a outra, que a ouvia e abaixava a cabeça ao notar o crivo no olhar das outras pessoas da fila.

Por mais que, evidentemente, aquela conversa tenha se tornado cansativa para todos, não havia na oradora nenhum sinal de preocupação com isso. Muito pelo contrário, em determinado momento, elevou o tom da voz, buscando a aprovação de uma outra mulher que estava na linha seguinte da fila.

Permanecemos alí por trinta minutos aproximadamente ouvindo a mulher desprezar o marido e sua família, a vangloriar-se dos atos rebeldes que perpetrava diante das coisas ‘erradas’ que ele ou a familia dele ‘cometia’.

Curiosamente ela falava também aos outros homens que estavam no local, insinuando que todos os machos ali presentes careciam de uma mulher como ela para aparar as asas dos ‘safados’ – alcunha que utilizou constantemente para os homens durante a conversa na fila.

Ao entrar no ônibus, com as vozes acumuladas e o ar quente dentro do veículo, abri ao máximo a janela aproximando meu rosto do lado de fora em busca de um ambiente menos coletivo.

Não ouvia mais - com distinção - as palavras da mulher, que seguiu com seu discurso sobre o quanto precisava ser austéra – e até mesmo violenta - para manter seu amado e ‘safado’ marido na linha.

Fiquei satisfeito até que começou a chover e eu tive que fechar a janela. Não conseguia concentração para ler e havia esquecido o MP3... Fui obrigado a aturar, afinal, a mulher era o dobro do meu tamanho e estava pelo menos com o triplo da minha disposição naquela hora da manhã.

Fim de tarde

Passou a mão sobre a capa do vinil empoeirado e há muito guardado à espera do conserto do ´toca discos´. Já não possuía muitos mais. Mudanças e empréstimos fizeram a discoteca ficar reduzida a cinco ou seis, nem raros nem sem importância.

Sentou-se sobre o tapete de pele de ovelha furta cor, uma aquisição trazida de um desejo de infância, quando na casa da tia afundava deliciosamente os pés no tapete felpudo da sala. Uma escolha demorada apesar das poucas opções. Cada vinil tinha uma história diferente, falava de momentos distintos. Por fim escolheu.

Apanhou ovinho, uma das taças remanescentes do penúltimo casamento e recostou-se no sofá que ficava na direção da janela. O sol já dava seus sinais de cansaço, convertendo-se de amarelo escaldante para um alaranjado redondo de borda branca.Abriu o vinho e encheu a primeira taça do final da tarde.

O vinil na vitrola, o tapede ´da tia´ e a chegada do crepúsculo auferiram um tom nostálgico, bem embalado pelas músicas e pelos pensamentos, que naturalmente fizeram o caminho de volta no tempo, montando uma série histórica de acontecimentos a cada trecho de música, a cada agudo, a cada mudança de ritmo.

Pousou a cabeça na borda do sofa no qual havia colocado uma almofada e moveu os olhos na direção da tarde que já se ia. Foi entrando na paisagem, deixando para trás o corpo que levantava mais uma vez a garrafa para encher a taça com o vinho. Poderia ir a qualquer lugar naquele instante: espionar o atual objeto de desejo, visitar a mãe na cidade vizinha... Poderia, inclusive, transcender o tecido da realidade e visitar pessoas que já haviam partido deste plano.

O vinho tinto seco encorpado e de sabor forte foi, habilmente, manipulando os sentidos, entorpecendo os impulsos, relaxando a musculatura e trouxe a doce névoa do sono e do descanso.

Bons sonhos, menino...

Eu também erro...

Meu português não é bom... ts-ts-ts... Mas entrando em sites de relacionamento percebi que há situações mais complicadas que a minha. Vendo os posts que colocavam nos meus perfis percebi que havia uma infinidade de pessoas com um letramento ruim... E lá vamos falar da necessidade básica de todo o brasileiro, que é a oferta de um sistema digno de ensino. Fiz uns testes: escrevi errado no perfil de algumas pessoas. Nenhuma delas me respondeu.

Mudei foto, mudei o perfil, esperei algum tempo e escrevi novamente para as mesmas pessoas do teste. Das 15 que eu mandei, 4 retornaram positivamente. Foi quando comecei a perceber o quanto as pessoas das redes de relacionamentos estão automativamente descartando alguns parceiros: a partir do português. Nessa incursão antropológica sem rigor científico algum descobri que, 'mais' no lugar de 'mas', verbo sem a devida terminação (ar, er, ir), perca, dentre outros erros e limitações do uso da palavra, são elementos para rejeição imediata.

As frases das postagens deste tag são de pessoas que entraram em contato comigo. Com algumas eu conversei por telefone, com outras foi somente messenger.

Para não ser tão injusto selecionei somente os que se apresentaram extremamente topetudos e pedantes. Os ingênuos e claramente bem intencionados não estão aqui.

Ah! Aprender é um exercício até o final da vida. Por favor, encontrando erros de ortografia, me advirtam, sim?
quero curty a vida namora sair e se diverti Acho que ele quis demais e não conseguiu se expressar..

A cara do cara...

oi, blz? cm estaís? é um apena que moramos tão longue, mais com um geitinho td podi fica perto. gostei dessa foto, vc está com uma cara? se cuida. um forte abraço! – Comento ou não comento?

A morte

Rapaz dei uma passadinha lighte nos seu depoimento, caraca vc. é muito disputado kakakakakaka, eu quero entrar na fila rsrsrsrsrsr, os caras esta te disputanto mesmo kakakaka – Eu quero morreeeeeeeeeeeeeer
a parada gay de caxias foi o mundo! foi tudo de bom ! melhor eu nunca curtir
han e estarei conserteza na de copacabana! vou lutar pelos homosexuais e pela homofobia !!!! vai ser o fervo tudo de bom!!!!! – cheio de boas intenções... E ele vai lutar pela homofobia também, tá? Com certeza, ele vai... Eu é que nunca vou curtir isso...

Show...

Afim de curti o momento (...) NÃO FAÇO COM O PRÓXIMO O QUE NÃO QUEREMOS PARA SI (...) NÃO ME ACHO O MELHOR DO MUNDO, MAIS O MELHOR PARA AQUELA PESSOA COM QUEM ACHAMOS OU MELHOR QUE NOS ACHA. POR ISSO PENSE BEM. NO SEU DIA A DIA, DE SUA VIDA. – um show, né?

Achei a melhor até o momento...

Se vc tenta despreender um sentimento a alguem, vc é diagnosticado como insalubreHuahauhauhahauahuahahuahuaaaaaa...

O Perfil

Dispenso pessoas egocêntricas e superficiais... Se vc não faz esse perfil, boa sorte ae!fiquei confuso! O que ele tá procurando?

SSSSSSSSSSSSSSSSS

Que legal. Gostei de vc... Vem pra gent s conhecer. – s: de c, de vc, de você... Eita!

O formado

Sou um cara normal, formado (...) Eu gosto de gente normal, inteligente, verdadeiras e descomplicadas. Eu não gosto de gente burra, falsas e enroladas. – gentesssss!!! Hehehe...

As horas

(...) quem sabe horas dessas aparece alguém! – eu acho muito tempo...

Conjugação do verbo excluir...

Vacilar comigo é uma vez só. Exlcuio mesmo e mando a letra na cara – Eu também!!! Excluo todinho.

FELINO

Não posso fazer de conta que ainda é cedo porque simplesmente não vim ao mundo a passeio. Pra mim é tarde, já vou indo. Preciso ir embora. Não me culpe, pois eu quis dizer, você não quis acreditar que tudo tinha mudado. Eu bem que te avisei, e nesse caso era para levar a sério, o nosso caso de amor.

Você não sabe quantas coisas mais eu faria pra continuar te fazendo feliz além do que já tinha feito. Mas agora não da mais pra dizer que me adora, que me acha foda.

Não serei mais seu corsário preso. Vou partir a geleira azul da solidão, buscar a mão do mar, ma arrastar até o mar, procurar o mar. Eu não vou mais correr demais só pra te ver, meu bem. Também não vou mais me zangar nem de ciúme chorar... Porque não quero mais viver ao seu lado. E se um outro cabeludo aparecer na sua rua. Se isso te trouxer saudades minha. Adivinha? A culpa é sua.

Desculpe o auê, você dizia, que não queria me magoar, que tinha sido ciúme, que tinha perdido a cabeça... Que era pra eu esquecer. Mas eu não podia mais alimentar aquele amor tão louco. Era um sufoco. E eu até tinha mil razões para lhe perdoar: por amar. Mas não deu... Deixei de lado aquele baixo astral, ergui a cabeça, enfrentei o mal e agindo assim foi vital para o meu coração. Se em cada experiência a gente aprende uma lição. Só sei que agora eu vou cuidar mais de mim.

Não vou mais ficar ali caído. Um mar de dor, que arde sozinho. Eu já chorei um rio, mas não guardei rancor... Levantei, sacudi a poeira e dei a volta por cima. Então resolvi mudar. Este caso realmente não tinha mais solução. Não vou ficar agindo como fera ferida nem no corpo nem na alma nem no coração. Agora eu sou o negro, negro gato.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sobre o que estou pensando? Muitas coisas ao mesmo tempo. Curtir sol dentro de casa me deixa meio lento... Mas estou escrevendo... Sairá um novo post dentro em breve...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


Essa onda de carnaval e verão toma a cabeça das pessoas... A academia estava lotada hoje desde cedo... Tomei coragem e falei pra mim mesmo: "vou embora. não fico aqui com esse bando de narcisistas competindo por uma aparelho de jeito nenhum. vou pra minha aula de localizada hoje a noite e depis um body stepzinho... Eu, heim!"... E assim eu saí de pois de uma hora e meia na sala de musculação. Isso não é comigo, não.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ficando de bem com a vida, porque tanto esforço por coisa pequena não deve mesmo valer a pena!

domingo, 28 de novembro de 2010


Pesquisando aleatoriamente sobre filmes com temática gay hoje, entrei em um blog muito interessante. Além de apresentar os filmes, o moderador também posta artigos, matérias... Bem legal... Vendo um mini-vídeo peguei o depoimento de um pai: "Os primeiros momentos após Jake se assumir foram como se eu tivesse um ferimento aberto. Acho que se alguém me dissesse, naquele momento, que havia uma varinha mágica que poderia transformá-lo em um hétero, eu teria, naquele momento usado. Teria usado a varinha. Mas agora, de jeito nenhum. Faz parte de Jake, de quem ele é. Faz parte das coisas maravilhosas que ele tem. Faz parte da razão de eu amá-lo tanto". Fiquei pensativo com esse depoimento... Mas não quero aprofundar nada... Acho que só as palavras desse pai católico são suficientes para hoje.

sábado, 27 de novembro de 2010

Em uma brincadeirinha por e-mail com amigos descobri que sou bonito, gostosão, fiel, poeta, competente, inteligente, sério, seguro, criativo, leão, amigo... Ai, ai... Quem disse que os amigos são aqueles que dizem o que você não quer ouvir nos momentos difíceis? Hehehe...

Caso Sério


Caso Sério
Rita Lee
Composição: Rita Lee / Roberto de Carvalho

Eu
Fico pensando em nós dois
Cada um na sua
Perdidos na cidade nua
Empapuçados de amor
Numa noite de verão
Ai! Que coisa boa
À meia-luz, à sós, à tôa...

Você e eu somos um
Caso Sério
Ao som de um bolero
Dose dupla
Românticos de Cuba
Libre!
Misto-quente
Sanduíche de gente....

Eu
Fico pensando em nós dois
Cada um na sua
Perdidos na cidade nua
Empapuçados de amor
Numa noite de verão
Ai! Que coisa boa
À meia-luz, à sós, à tôa...

Você e eu somos um
Caso Sério
Ao som de um bolero
Dose dupla
Românticos de Cuba
Libre!
Misto-quente
(Quente! Quente! Quente!)
Sanduíche de gente....

Você e eu somos um
Caso Sério
Ao som de um bolero
Dose dupla
Românticos de Cuba
Libre!
Misto-quente
(Quente!)
Sanduíche de gente....

Me Liga


Me liga
Os Paralamas do Sucesso


Eu sei, jogos de amor são para se jogar
Ah, por favor, não vem me explicar
O que eu já sei, e o que eu não sei
O nosso jogo não tem regras nem juiz
Você não sabe quantos planos eu já fiz
Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi
O seu exército invadindo o meu país

Se você lembrar, se quiser jogar
Me liga, me liga

Mas sei que não se pode terminar assim
O jogo segue e nunca chega ao fim
E recomeça a cada instante (a cada instante)
Eu não te peço muita coisa, só uma chance
Pus no meu quarto seu retrato na estante
Quem sabe um dia vou te ter ao meu alcance
Ah, como ia ser bom se você deixasse

Se você lembrar, se quiser jogar
Me liga, me liga

Esta música

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

My Love, Sweet Love



Someday, to someone who will become important to me, I'll offer this music. I don´t know exactly when that day will come but I will recognize when it happens.


My Love, Sweet Love
Patti LaBelle
Composição: Babyface

My Love, Sweet Love
My love, sweet love
With you, nothing else matters
You're my heart, and my heart is yours
My love, sweet love
For me, there's no one better
Cross my heart, I could not love you more

And I swear to you, there's no one more important
And I trust you with my life
So I pledge my heart to you


(Chorus)


'Cause with you, my world
Is filled with so much pleasure
When I'm blind, you are my eyes
So I pledge my trust to you


(Chorus)


And I swear to you
That I will always love you
And I trust you with my heart
So I pledge my world
I pledge my world, I pledge my world to you


(Chorus

In some where he is saying "I can´t do everything"... But he can try something. And if he looks around him, he will understand that things are realy simple. And we, like him, in this moment, yes, we can think about to cross our limits to do everything. No so simple like that, of course. But, to do what is everything to us and for us... And from us to everyone. Together we are most than we can realise. Each one doing a little part. And at last we can say: "We can do everything". Particulary I prefer to say "we" and not "I"... Just "I" sounds such lonely.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Às vezes, as correntes que nos impedem de sermos livres são mais mentais do que físicas" - não sei que escreveu... Quem souber, me avisa pra eu colocar o crédito, ok?

domingo, 7 de novembro de 2010

Cada um recebe de mim o Rogerio que merece... O botão seletor está na testa, basta acionar...

Se enamora...


Turma do Balão Mágico


Quem rir não é meu amigo, heim!

Quando você chega na classe
Nem sabe
Quanta diferença que faz
E às vezes
Faço que não vejo e nem ligo
E finjo, ser distraída demais

Quantas vezes te desenhei
Mas não consigo
Ver o teu sorriso no fim
Te sigo
Caminhando pelo recreio
Quem sabe
Você tropeça em mim

Se enamora
Quem vê você chegar com tantas cores
E vê você passar perto das flores
Parece que elas querem te roubar

Se enamora
Quem vê você chegar com tantos sonhos
E os olhos tão ligados nesses sonhos
Tesouros de um amor que vai chegar

Quando toca o despertador
De manhãzinha
Me levanto e vou me arrumar
E vejo
A felicidade no espelho
Sorrindo
Claro que vou te encontrar

Fico só pensando em você
E juro
Que vou te tirar pra dançar
Um dia
Mas uma canção é tão pouco
Nem cabe
Tudo que eu quero falar

Se enamora
Quem vê você chegar com tantas cores
E vê você passar perto das flores
Parece que elas querem te roubar

Se enamora
Quem vê você chegar com tantos sonhos
E os olhos tão ligados nesses sonhos
Tesouros de um amor que vai chegar

Se enamora
E fica tão difícil
De ir embora
E às vezes escondido
A gente chora
E chora mesmo sem saber porque
Se enamora
A gente de repente
Se enamora
E sente que o amor
Chegou na hora
E agora gosto muito de você

Os sentimentos têm estágios?



Comecei este texto que nunca vai ser terminado. Está nessa categoria (INCONSTANTE) porque ele vai mudar conforme vocês forem lendo (e postanto) e eu mesmo for vivenciando outras coisas, pessoas, sentimentos, situações... Ele foi iniciado para ser assim mesmo: MUTANTE.

Categorizar o sentimento é uma ousadia, uma petulância da minha parte. Por isso, gostaria que entendessem que tudo o que está escrito aqui é passível de interpretação, pois está impregnado dos sentimentos que nutri ao longo da minha vida. Não estou aqui preso à qualquer campo do conhecimento... Escrevi este texto simplesmente fluindo...

Os estágios do coração, para mim, são muito bem definidos...É possível sentir atraçao por alguém, ficar enamorado, amar, se apaixonar, gostar, ter interesse. Acho também que esses estágios não são estanques - se sobrepõem - e, não raramente, se repetem, se revezam.

O que torna esses sentimentos complexos é a forma como surgem e desvanecem, ou o tempo que levam para isso, ou como as pessoas lidam com eles... As negações, os boicotes pessoais...

Bm, na verdade nada é uma verdade constante, certo? E esse texto reflete minha verdade de agora (dessas últimas horas...). Vamos lá...

1 - Sentir atração – De certa forma quem está nesse estágio agrega à uma simpatia grande pelo outro, um afeto inexplicável. É quando se diz mentalmente sem pretenção maior: “me agradada, essa pessoa!!”. É nesse fase que nota-se a energia, e a força que o outro exerce sobre nós. Às vezes é puramente física, às vezes não... Sentir atração é importante, para começar a tecer uma rede que pode via a ficar fortalecida no futuro... E que pode romper-se... O estágio da atração é a mais frágil, até porque precisa ser para termos tempo de olhar com um certo distanciamento para o outro e atingir outros níveis emoção. É o famoso gostar de graça. Eu adoro gostar de graça... Hehehe...

2 – Gostar – O afeto inexplicável toma uma forma mais doce. Identifica-se que não é puramente uma atração física. A Afeição é maior. Comparado com o sentimento que temos em uma amizade, mas com um tom de vermelho-pimenta, pois a atração física está intimamente envolvida também. É quando começamos a notar as afinidades. Nesta fase, são considerados prazeros - e há muita expectativa - os momentos em que se vai encontrar a pessoa de quem se está gostando. Neste estágio, não necessariamente, há um impulso para mostrar-se, mas aproveitamos cada situação para estar próximo e olhar furtivamente. Há muitas pessoas que confundem muito um simples gostar com algo mais elaborado... E-SE-FO-DEM!

3 – Estar interessado/interessada – Para quem não gosta de se colocar, este estágio é complicado, porque é quando o coração diz por dentro - querendo sair - que a gente se importa, que há um apego. Em todas as fases há um espetadinha na espinha, um friozinho na barriga, um “pigarro idiopático”. É um período muito curto ou muito longo, depende de como a pessoa lidou com a atração e do que fez com o gostar, pois o intresse mistura volição e instinto. Está junto com todas as etapas e determina seu prolongamento ou a sua brevidade, sua intensidade e também a sua finitude. Sobremaneira, é o interesse que move a engrenagem de todos os sentimentos. Não me perguntem de onde eu tirei isso... Eu não sei, mas o que percebo é que muitas vezes a acomodação é confundida com interesse, por várias razões. Manter uma relação por acomodação não amadurece os sentimentos, pois é o famoso ´empurrar com a barriga´. Manter uma relação por interesse (afetivo, pelo amor de Deus!) é tornar-se cada vez mais disponível para o outro. E, sinto tanto em dizer, mas tanto uma coisa como a outra é notada pelo casal, é vista. Mas em muitos casos ambas são ignoradas... E são tantos os motivos disso... Ai,ai...

4 – Enamorar – Começa o encanto. Alguns dizem que é o mesmo que apaixonar-se e pode até ser, mas em um nível menos intenso, pois para mim está mais para o enlevar. Um certo estágio de torpor e ansiedade. Medo e ousadia... E tudo muito comedido, contido. Sinceramente, acho que muitas pessoas pulam esse estágio (ou oconfundem).e passam ao seguinte... E isso não é nada didático para coração. É preciso sentir o medo e olhar com distância, antes de se lançar. Acho até que a fase do enamoro deve ser prolongada, como um estudo... rsrsrs... Existem pessoas rápidas e pessoas lentas, sendo que estas últimas sofrem demais no enamoro, que é uma das fases mais solitárias e platônicas e extasiantes. Adoro ficar enamorado e surto com as confusões que faço... Fico histriônico... Mas hoje sem bem quais são as válvulas de escape e ando com o espelho debaixo do braço... KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...

5 - Apaixonar-se – Tudo conflui. É como se nesse estágio houvesse a somação de todos os sentimentos. Quando a paixão é despertada, há um brilho,um interesse vivo. É enamorar-se aguda e perdidamente. Uma empolgação que palpita. Quem lida bem com a auto-estima se lança, o povo do outro lado entra em outra dimensão do sofrimento... Argh! Já passei por isso... E eu acho, particularmente, patológico. Principalmente ficar apaixonado por alguém e ficar de boca calada. Credo! A paixão pode ser considerada o clímax de um momento ou de uma fase, é a agudização de um sentimento que pode minguar... Ou pode amadurecer... Apaixão é outro sentimento que perpassa estágios, mas marca seu momento com uma definição cartesiana. Quando dizemos que estamos de amor renovado, por exemplo, necessariamente, estivemos reapaixonados pela pessoa com quem estamos. Particularmente (sempre particularmente, heim, gente!), acho uma dádiva ter a possibilidade de se reapaixonar e perceber isso... É, porque apesar de marcadamente assinalado não é um estágio que todos percebem com clareza porque ocorre justo nos relacionamentos amadurecidos e que, portanto, estão envoltos com um cotidiano que às vezes ultrapassa o limite do coração... Daí... Bom, não era pra dar conselho, só expressar minha opinião: “fica atento/atenta... Abre seu olho, senão o que é importante se afasta, principalmente se por algum motivo é o outro que se reapaixonou por você”. Depois que escapole, escapole... Aí fudeu!

Amar – A gente pode, seguramente, ir somando tudo... E aqui a gente põe uma pitada generosa de ternura, de dedicação, de devoção; de companheirismo, de lealdade. É uma afeição viva, mas disciplinada (excetuemos aqui os casos patológicos?). Quando estamos amando – quem já passou por isso, vai concordar comigo – tem um momento em que surge um abraço, um abraço tão carregado de emoção que a vontade é interpenetrar o outro, tomar seu lugar, tornar-se o outro, fazer parte dele, misturar-se... Ser um só. Esse momento é sublime. Não se tem por qualquer um. Repito, esse momento é sublime... É sublime... Amar é a paixão amadurecida pra mim. É um estágio que naturalmente comporta a aceitação do outro, aturar, suporar o outro. Quem ama está pronto para doar-se completamente, para zelar... Porque todos os sentimntos são incondicionais, mas o amor é sacerdotal. Esse é um estágio muito delicado, sobretudo. Porque quando se está junto cabe ao outro – responsabilidade faz parte dessa mistura – dar sustento, equilíbrio para o amor do/a companheiro/a. O amor compartido é um elo, portanto, de forma obvia, envolve duas pessoas (Hum... Espero ter me expressado direito). Negar-se à responsabilidade de cuidar do outro e um crime, pois deixa o outro à deriva e, às vezes, amando sozinho. Quando nos reapaixonamos (viu?), reinventamos o amor. É na reinvenção do amor que está o amadurecimento das relações. Eu, de minha parte, só consegui reinventar o amor uma única vez na minha vida... Espero passar por todos esses estágios novamente para poder ter a oportunidade, um dia, de me reapaixonar e reinventar um novo amor. Bom, amor nunca é igual. Sentimentos não são iguais, na verdade... Cada um sente o seu de um jeito muito especial... Mas aqui quero falar do amor pela mesma pessoa. Falo do amor fruto da repaixão e da reinvenção. Não é incomum a gente ouvir “você não me ama como amava antes!”... Porra! Claro que não! A partir de um determinado momento a gente começa a amar as mudanças pelas quais a pessoa com quem estamos passa: as gordurinhas a mais ou a carne de menos, as rugas, a idade, as manias, os dissabores pessoais... Tudo isso faz parte da rede (lembram?) que forma o amor entre um casal. Daí que, EU, não posso amar da mesma maneira uma pessoa, que naturalmente se transforma com o tempo. E como ele. Como diz uma amiga minha: “ai, ai, ai... ui, ui, ui”.

Por enquanto é isso. Tô saindo pra ir a praia. Um sol tímido surgiu e não quero desperdiçá-lo. Prometi pra muita gente e para mim mesmo, uma marca de sunga. Preciso tê-la... Afinal, pelos meus conceitos, estou me sentindo atraído por alguém... Hehehe...

Bjksssssssssssssssssss

sábado, 6 de novembro de 2010

Ser solteiro


Ser solteiro é uma tarefa árdua, sobretudo nas grandes cidades... Tarefa grandiosa para os que se consideram vencedores e penosa para os que têm a idéia de fracasso constante. E não há fórmulas para se dar bem.

Mas, independente de como se vê a solteice, não há medidas exatadas para se sair dela. O que pode ser um bom tempero para alguns é picante demais ou sem gosto para outros... Não há como se preparar para acertar.

Não há fórmulas de atitude, estilo, postura. Cada um busca no outro algo muito particular, essencial, especial. E tem a ver com o que esse outro identifica como aprazível para ele: pode ser excesso, falta ou equilíbrio...

Pois é, nessa vida de solteiro e solteira, há duas situações: ou se quer ou se diz que não quer um relacionamento.

Particularmente, acho que quem diz que não quer foge da responsabilidade de cuidar. Mas essa é uma visão muito minha e pode não ser compartilhada por ninguém.

Os que dizem querer demoram até encontrar o par que também quer ou enfrentam a longa fila dos que não querem. É inerente a busca constante seja por algo fugaz, seja por algo duradouro.

Refletir sobre isso é importante porque traz uma visão das atitudes que tomamos, dos lugares que frequentamos, das pessoas que atraimos... É difícil esse exercício, pois junto com ele vem a percepção de si mesmo e o nítido desenho dos padrões que repetimos. Há de se aventurar nessa empreitada por mais que neguemos a necessidade.

Definitivamente ser solteiro requer preparo. Do contrário caímos nas armadilhas criadas por nós mesmos... E, sinceramente, prefiro o desafio da construção de um relacionamento.
Quem não nos conhece pode falar o que quiser. O importante é que a gente se conhece... E sabe quem a gente é...
Aperto no peito, frio na barriga, calafrio na espinha...
Dia nasceu nublado... Eu teria gostado muito se não tivesse programado um fds de praia... Ódio!!!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Correria


Acorda muleke, já são seis!!!

A perna por cima
Desce a escada
Erra a porta
Cai na privada

Chuveirada correndo
Jejum pra sangria
Consulta bem cedo
Frio na barriga

Ufff! Nem começou o dia!

Volta pra casa
PC tartaruga
Texto ruim
Internet não “pluga”

Ai!!! A manhã acabou!

Kbyte, pendrive
Almoço no microodas
Mordida e teclado
O sol tá danado

Ui! Só tem 24horas nesse dia?

Sérgio Franco
Amigo do peito
Sorriso estampado
Deu tudo certo

Iuuuupi!!! Fiz tudo direitinho!!!

Feijão de molho
Toma mais banho
Separa pedido
CEMED de novo

Delícia, ginástica Holística!!!

Corpo suado
Puxa ferro
Estica o corpo
Alongaaaaaaaaaaaa

Corre! Trinta minutinhos de esteira...

Tem uma vaga
Turma terça e quinta
Xô, hidro
Vem natação

Queimei o feijão!!!

Prepara outra coisa
Come sem feijão
Ainda assim ‘tava’ bom
Cozinha não para

Terminar, terminar!!!

Mang e Roc
Dupla dinâmica
Termino hoje
Medição, medição

Troço, treco... Ô, coisa!

Prepara DVD
Friozinho chegando
Aparelho carregando
Trim-trim! Trim-trim!

Pisa no freio, já são vinte e duas!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Minutos


Um lábio, um passo
O traço no sorriso delgado
Um passo, um tempo escasso
Adrenalina no coração pulsante disparado

Um olhar, um toque
O movimento da irís castanha
Um toque, reação, contrachoque
Intenção que cresce sem qualquer barganha

Uma tez, um cheiro
A prova do cravo na ponta da língua
Um cheiro, um suspiro
O frio do gelo percorrendo a espinha

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Última Vez...


A última vez de alguma coisa tem um peso importante. Seja pela última vez, que pode ser um pedido ou refletir algo que não se repetirá; seja da última vez, que transmite a idéia de que possivelmente no futuro esse algo pode vir a acontecer novamente.

De qualquer forma quando se pensa ou se fala essa frase, o momento é tenso em algum nível. Tem a ver com a avaliação de atos, com a nostalgia de situações, com saudade de pessoas. Invariavelmente.

Quantas coisas você já fez pela última vez mas não se deu conta... Nem notou... Quanta coisa! O que é inesquecível? Coisas que você não tem como ocultar pela sua natureza. Essa coisa inesquecível... Quando foi que você fez?

Um passeio no parque olhando as crianças e seus pais. Quando você foi? Porque deixou de ir? O afago na cabeça daquele cão. Foi pela última vez? Quantas coisas você já fez e não se deu conta de que não as faria nunca mais na sua vida...

Em quantos momentos seus olhos se depararam com a visão de algo incrivelmente belo e você simplesmente passou por esse momento como ele se fosse um qualquer na sua existência... Quantas vezes você ensaiou um dedilhar no rosto da pessoa amada e por um triz não o fez por puro e momentâneo desagrado... Deixou de fazer pela certeza ingênua de que, por se tratar, em sua mente, de uma situação corrriqueira, haveria tempo para demonstrar seu afeto... E o momento passou... E você não fez!

Decidimos involuntariamente que as situações e as pessoas são eternas em nossas vidas... Uma forma de nos esquivar da brevidade do que vivemos. Será? Não... A brevidade é o que temos de mais concreto. Mesmo quando uma coisa dura mais que outra, ainda assim ela acaba.

A última cor, a última penumbra.O último sorriso de alguém, o último choro. A última palavra doce e última áspera manifestação de convicção. O último cheiro. O último toque. Sempre há uma ultima coisa. Sempre. E a nossa percepção errática de longevidade nos traz a sensação de que poderemos ajeitar tudo em algum momento... Mas nem sempre temos tempo ou disposição... E muita coisa passa...

Quando será a próxima vez que faremos algo cuja oportunidade de ajuste nunca mais surgirá e nos arrependeremos disso duramente? Quando será que algo nagnânimo ocorrerá pela última vez e viveremos “etermamente” em busca do momento perfeito para que ela se repita?

Nunca saberemos...

Tá com medo de que?


- Você está com medo do que? Medo de falar que quer? Que ama?
- Eu não sei se amo.
- Ok. Medo de falar que gosta?
- Mas não é assim...
- Então como é? Você fica aí guardado a sete chaves esperando que a porta se abra sem qualquer movimento?
- Não. Não é bem assim. Acho que há momentos para tudo.
- Certo. E você ainda não decobriu qual o momento mais adequado para falar de sentimentos. Qual é esse momento?
- Quando eu estiver preparado.
- Entendo. E no momento em que você se sentir preparado, nesse momento você cai na armadilha da razão e diz que já passou e que, portanto, não faz mais sentido retomar o assunto. Sei.
- Não é nada disso. Você já imaginou estar interessado em alguém que claramente não está querendo você?
- Sim. Mas prefico falar. Falar e pagar para ver. Se houver reciprocidade, ok. Se não eu lambo o chão da calçada, choro, esbofeteio o ar. Chamo o filho da puta de babaca e volto pra vida. Ficar remoendo sentimento? Não tenho tempo para isso. Eu quero viver e quem faz minha felicidade sou eu.
- Parece fácil. Quem você ama hoje?
- Não amo hoje. Mas isso não quer dizer que nunca amei ou que nunca vou amar.
- Entendo. Assim fica mais fácil.
- Não estou dizendo que é fácil. Digo que nesse intervalo tenho tempo pra pensar nas coisas que já aprendi. Nas minhas vivências pra resolver o que é melhor pra mim.
Ainda assim é mais fácil. Mas não estou dizendo que não seja verdadeiro. Assim que você se apaixonar vai ou mudar de idéia ou lutar contra suas convicções. É sempre assim. Mas o mais interesante é que neste momento você tem a sensatez necessária para me colocar contrapontos que não tenho condições de identificar. Mas que quando você estiver de para-choque baixo, isso vai mudar. Isso vai.
- Pode ser. Não vou negar isso. Mas o que na verdade eu tenho interesse é em colocar para você que não há porque ter medo. Os amores vão. A paixão vai.
- O medo não é do ir e vir dos sentimentos. O medo é do que eles deixam ou do que eles trazem. Entre a chegada e a partida há um elo perdido. E durante, outro. Eu não tenho medo de amar. Ou sempe buscar, mas vejo a cautela em alguns momentos um reflexo de proteção importante.
- Claro, também acho importante. A questão é que se deixamos o reflexo de proteção nos guiar automaticamente as luzinhas vermelhas e amarelas se acendem primeiro. E o sinal verde fica distante e às vezes inatingível.
- Não vejo a distância do sinal verde como uma coisa ruim. Eu penso que é importante alguns machucados. Mas porque não evitar os buracos. Porque cair sempre de cabeça?
- Ah! você tocou em um ponto importante. Quantas vezes você caiu de cabeça nos seus relacionamentos?
- Todas.
- E porque há dificuldade em aceitar que é importante ser sempre assim? Já percebeu que entre o nascimento e a morte só há um jeito de estar aqui?
- Vivendo.
- Isso. E qual a qualidade do que vamos ter aqui? Pra que a contenção? Não estou dizendo que devemos ser desmedidos, mas repressão só traz rugas, meu caro amigo.
- Não vou me atirar de cabeça. Quero um espaço entre um passo e outro.
- Mas vai dar os passos? Estou vendo você parado.
- Meu tempo é diferente do seu.
- Que bom. É por isso que estamos tendo essa conversa agora. Já pensou tudo ajustadinho? Que perfeição. Inclusive não teríamos motivo para sequer conversar sobre a aflição dos sentimentos nem nada disso.
- Mas eu quero que entenda que o fato de não correr não significa que eu esteja parado. Seu tempo agora é o de correr e se estabacar se for o caso. O meu é de olhar pro buraco pra ver se desvio. E isso também não é uma coisa ruim. No meu processo eu preciso passar por isso. É importante pra mim.
- Quero que seja feliz. Fico preocupado com a sua racionalidade na hora de amar.
- Não estou sendo racional para amar. O amor já aconteceu. Estou ressignificando a minha forma de lidar com o amor. Não quero ser mais inconveniente, sem senso. Eu vejo duas coisas diferentes. Uma é o amor que você sente a outra é como abre o espaço para ele se instalar. Pode ser doloroso ou não. O que quero dizer, na verdade, é que sempre escolhi as formas mais gostosas pra ele se instalar mas sempre deixei fluir. Agora tenho mais vivências e, pra mim, é impossível deixar acontecer simplesmente. Apesar de estar ciente do que já está acontecendo.
- Eu já teria falado.
- Mas eu tenho as minhas reservas. Minhas caixinhas pretas também. Não saio fazendo o que você faz porque não tenho peito pra isso. Não sou assim. Tenho medo da recusa.
- A recusa faz parte. Assim como aceitação.
- Ok. não posso negar que quem está na chuva seja pra se molhar. Mas preciso pegar uma tempestade?
- Não. Não precisa. É que tudo pra mim é tórrido. Não gosto das coisas brandas.
- Eu gosto disso em você. Não duvide. Mas não sei ser igual. Eu sou ameno. Intenso, mas ameno. Somos diferentes.
- Eu te gosto muito.
- Eu também, meu amigo. Como é bom poder conversar com você. Me irritar com você e ao mesmo tempo te olhar com a docura que te olho agora.
- A gente deveria se namorar. Pelo menos já nos conhecemos. Talvez não fosse tão mais difícil assim. Você me puxaria para trás e eu te empurraria para frente.
- Já nos conhecemos. Isso teria pontos positivos e negativos. Não. Imagina só a partir de agora a gente se beijando, se esfregando. Não.
- Eu acho sua boca bonita. Não veria problemas em beijar você.
- E eu gosto do seu carinho. Nunca tive problemas de ficar abraçado com você.
- E aí?
- Heim?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Política e Homofobia



Publicado no site mixbrasil:
http://mixbrasil.uol.com.br/lifestyle/religiao/igreja-carioca-repudia-outdoors-homofobicos-de-silas-malafaia.html#

Igreja carioca repudia outdoors homofóbicos de Silas Malafaia
Igreja Cristã Contemporânea repudia publicamente outdoors do pastor Silas Malafaia

Outdoors homofóbicos falam em macho e fêmea


A inclusiva Igreja Cristã Contemporânea (ICC) repudiou publicamente na última quinta-feira, 7, os outdoors recém-instalados no Rio de Janeiro a mando do pastor Silas Malafaia condenado a homossexualidade. A campanha de Malafaia é uma resposta à iniciativa da Contemporânea a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que já havia sido depredada antes.

Em nota, um dos fundadores da ICC, o pastor Marcos Gladstone alega que a atitude de Malafaia “é algo desonesto e pouco civilizado. Na verdade, as lideranças que estão por trás destes outdoors não são democráticas, porque na verdade se pudessem não permitiriam sequer que esse debate existisse”. Confira na íntegra:

MANIFESTO DE REPÚDIO

Vemos com grande preocupação a publicação de alguns outdoors de caráter homofóbico do Pr Silas Malafaia que vem sendo difundidos em nossa democrática cidade do Rio de Janeiro, em franca reação a campanha progressista que a Igreja Cristã Contemporânea lançou no mês de outubro em prol do casamento gay. Digo que nossa cidade é democrática, porque entendo que a democracia se constitui precisamente no debate, e entendo que nem todos são obrigados a concordar conosco. Não são obrigados a concordar, mas são obrigados a nos respeitar enquanto cidadãos livres, de um país livre.

Os outdoors publicados nos colocam como uma ameaça a procriação da espécie humana e à preservação da família. Nos atacar em um debate honesto e franco seria, insisto, algo legítimo no âmbito da democracia. Mas falsamente nos acusar de ser uma ameaça, quando na verdade, os difusores desta campanha sabem que não somos, é algo desonesto e pouco civilizado. Na verdade, as lideranças que estão por trás destes outdoors não são democráticas, porque na verdade se pudessem não permitiriam sequer que esse debate existisse.

Explico melhor: nossa Igreja não defende que o mundo seja gay, nem deseja que aqueles que sejam heterossexuais tenham a sua orientação sexual revertida. Já os nossos detratores se pudessem nos imporiam (como ainda fazem na maioria de suas Igrejas) “tratamentos” violentíssimos de reversão que deixam traumas permanentes nas pessoas. Muitas dessas pessoas chegam em nossa Igreja, oriundas desses meios religiosos, absolutamente flageladas, e nós as acolhemos defendendo um amor de Deus a todos, sem preconceitos de qualquer espécie.

Se não defendemos um mundo gay, o que defendemos? Um mundo onde todos possam viver em paz e solidariedade, e onde as MINORIAS como a nossa possam ser respeitadas sem ser demonizadas, patologizadas e finalmente violentadas ao extremo. Ou seja: o mundo NÃO é gay, mas nós somos e exigimos respeito. Não somos uma ameaça a família, pois formamos famílias por vezes muito mais estruturadas que muitos lares ditos normais. Eu e meu companheiro estamos adotando legalmente uma criança e desejamos o melhor futuro para ela; com carinho e principalmente dignidade.

Não somos uma ameaça a procriação precisamente porque Deus nos constituiu ENQUANTO minoria e assim seguiremos, pois os planos de Deus são perfeitos. Não queremos revolucionar o mundo. Mas queremos transformá-lo através da inclusão, não da supressão de uma maioria por uma minoria. Minoria expressiva e que enquanto tal possui os mesmos direitos da maioria justamente por que no jogo democrático somos plurais e singulares ao mesmo tempo: unum et pluribum!?. As diferenças nos singularizam, a democracia nos torna cidadãos e o Evangelho nos torna irmãos!

Neste sentido divulgo este manifesto de repudio a homofobia religiosa que estes outdoors buscam difundir. Não precisamos de muros. Precisamos, sim, de pontes!

Marcos Gladstone, fundador da Igreja Cristã Contemporânea.

Simpatista


(11/10/10)

Às coisas que são gratuitas, um VIVA!!!
Pelo seu valor inestimado
Pela sensação de simpatia
Pelos sentimentos bárbaros

Às coisas que não têm tempo, um VIVA!!
Pelo gosto da boa preguiça
Pelo tardar inespressivo da hora
Pelo descaso com a correria

Às coisas sem rumo, um VIVA!!
Pela desprentenção com a meta
Pela vivacidade do agora
Pelo desalinho das propostas

Às coisas que fogem do padrão, um VIVA!!!

Apatia


(Em 15/02/04)

Não faz sol lá fora
E ela, lá dentro, estava só breu
Faz frio mundo afora
E ela tinha um calafrio que simplesmente aconteceu

Se riam de alegria
Sorria por aparência
Se esbanjavam energia
Concentrava decadência

Verde era mato
Céu, ilusão
Mar era perigo
Com pessoas tinha solidão

Se a paixão existia
Só lhe deixaram a dor
Se a tentativa por amor persistia
Só alimentava-se de rancor

E o vento soprava
E o universo seguia seu percurso
E nada lhe consolava
Seu viver era puro discurso

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Emburrado!!

Tão afastado daqui... Tantas coisas pra fazer e pensar que passei esse tempo todo sem registrar uma palavrazinha sequer. Nossa!!! Tanta coisa acontecendo que estou com inveja da Idade Média... E essa inveja é complicada de explicar. Inveja por dizerem que foi a era das trevas, na qual nada acontecia... E boa também porque foi um período que gerou milhares de contos fantásticos... Surreais...

Essa minha vidinha recebeu uma dose extra de realidade galopante... Por demais, isso! Bom, se já não bastassem as intempéries normais de se viver no capitalismo de uma metrópole como a do Rio, e bancar caro a comida, a bebida e a comida de cada dia... Chegaram mais remédios...

Gentem!!! Que-que-isso!!! A minha idade média (40) trouxe um peso bem generoso: o peso nos bolsos, de carregar a "marmita" maior de remédios pra pressão, pro glicose... Pra onde quer que eu vá, inclusive em FDS e feriados... Nas férias também... O peso da consciência do "não poder mais de tudo": aquela coxinha fritinha com catupiry, aquele doce de leite com côco, aquela quantidade farta no prato do almoço...

Chegaram à minha geladeira os alimentoes dietéticos e lights... Coisa fresca eu poderia pensar em outros momentos... Momentos de outrora quando eu dizia: "deixo o meu corpo se curar" - quando me queriam enfiar remédio goela abaixo... ou "Até agora nada. Escapei das maldições hereditárias" - quando nos exames periódicos vinham aqueles números lindos... E lá ambaixo...

Ah, Idade Média! Volta! Traz a ignorância do ´saber exatamente o que tenho' pra eu não ter que 'saber exatamente o que fazer'! Merda! Não acho o botão nem ninguém me ouve!... Merlin?!?... Dá pra voltar, não, né?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Erótico


Afunda o dedo teso na carne dura glútea contraída. Serpenteia o corpo e enrosca a língua macia e doce e quente na orelha fria. Estala a cama que suporta o peso variável do corpo em movimento que testa a estrutura sólida de inveja. Desalinha o lençol que desenha as letras do desejo em um texto inteligível e indecifrável.

Transborda o calor sob a luz fraca do abajour. Abre a boca na sombra gêmea imitadora. Serpenteia o corpo. Puxa, beija, aperta, morde o peito na superfície rósea que se treme, se assusta e se esconde sob a saliva. Respira enquanto o frio desce a espinha. Vira por cima. E torna a virar. Novamente.

Pede, manda, comanda. Encomenda o cío. Deixa brigar as mãos ora tortas, atentas, desmedidas, metidas, que esticam e esfoleiam a pele misturando dor ao desejo que impele. Serpenteia o corpo deixando trabalhar as mãos entorpecidas, caídas, cansadas, atenciosas, que trazem arrepio em sua passagem riscando a pele com as unhas sem-vergonhas, a língua de fora entre os dentes. Sacana.

O suor escorre. Descreve o caminho salgado que desce e molha. Mistura. Lambuza. Azeita a engranagem. Flexão. A cabeça que pende encanta com os olhos. Entranha. Estranha. Adentra. Apanha. Arfa. Abre. Acopla. A boca canta. Pulsa. Expulsa. Acolhe.

Explode.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vou falar pra todo mundo



Há algum tempo eu estava sem esperanças... Mas tudo ocorreu de forma tão sem pretensão...!!! No começo, confesso, não gostei. Tem esse lance das amigas apresentarem e foi exatamente assim que o conheci – por uma amiga. No primeiro dia achei meio lento e tudo mais, no segundo achei chato - rodando e rodando pra dizer a mesma coisa. Aí não dei mais bola. Larguei de lado. Não procurei mais.

Mas as coisas certas acontecem de formas inusitadas, às vezes. Conversando com uma outra amiga sobre o assunto ela disse que eu deveria dar uma outra chance. E foi discorrendo sobre as maravilhas dele. Até pediu uma reaproximação para ela própria, pois, assim como a primeira, já o conhecia.

Voltei para casa depois do trabalho intrigado, pensativo. Afinal, uma vida de solteiro deve ser bem pensada. Sobretudo as noites. Mas havia prometido a tal segunda chance. Cheguei em casa, tomei banho, troquei de roupa e fui preparar algo pra comer. Meus pensamentos nele nesse momento, pois se havia uma coisa sobre a qual ele falava muito era de comida... Nesse dia do reencontro havia somente duas noites que eu havia passado sem ele. Mas tudo aconteceu como se fosse a primeira vez.

Não resisti. Enquanto preparava a comida marquei o encontro para aquela mesma noite. Ele parecia disponível, pois me pareceu aceitar sem qualquer ponderação. E como ter ponto de vistas distintos sobre o mesmo assunto ou pessoa pode trazer novas formas de ver, de observar e de aprecisar; tive uma noite maravilhosa. Apesar do cansaço me dei por completo. Me entreguei.

Na minha idade, claro, nem todas as posições são confortáveis o tempo todo. E assim, fiquei de lado, por cima, por baixo. De lado de novo. Sentei. Noite a dentro. A cada posição uma composição lírica de palavras. E agora as palaras tinham outro sentido.

Mas há um momento que parar é preciso. Parei com certa falta de vontade. Já não dava mais. Estava esgotado. Antes de dormir de fato ainda tentei um pouco, mas meu corpo fraquejou. Ele caiu no chão. Hora de dizer ‘chega por hoje’. Mas eu dormi com ele por cima de mim. Acordei no meio da noite com o seu barulho novamente no chão.

Bom, não preciso dizer o que aconteceu desse dia em diante. Acontece todos os dias. Antes de dormir. Um pouquinho depois de acordar. Tenho até que me esforçar para parar. Afinal, as outras coisas do mundo existem. Se bem que quando dá eu faço dentro do ônibus mesmo. Mas isso não tá sendo legal porque tem vezes que estou de pé e incomoda um pouco.

Minhas noites ficaram mais completas e o crédito é todo de vocês. Daqui pra frente, pelo menos até terminar, só quero ele. Eu gostei muito. Apesar de ser grosso, eu não tenho mais feito esforço. E pra gente que não tá muito acostumado... Por exemplo, o último que peguei era pequeno... E quando ele vai fundo. Puts! Eu tenho até que parar, às vezes... Mas sempre retomo com vontade redrobada, devo dizer.

Eu sei. Vai terminar um dia. E esse dia está muito próximo. Mas minha salvação é ter mais dois na fila. Na verdade, ele tem três. E depois dessa experiênica nem me importo mais com a grossura, apesar de ter que desembolsar mais. Porque eles são caros. Quanto mais for imponente, mais fica caro. Ee se é imponente e grosso, mais caro fica. Nesse caso nem sei como vai ficar, pois ele além de ser garboso, é grosso e tem conteúdo. Esse conjunto deixa caro pra daná!

Bom, vou terminando por aqui. Meninas! Obrigado pelo incentivo. Sem vocês eu estaria sozinho nesses últimos dias e sem a menor idéia de ocupação noturna. Foram vocês que me apresentaram ao Noah (Noah é o nome dele). Quando eu terminar de ler o livro que me indicaram – O Físico: a epopéia de um médico medieval – eu vou ler os outros dois. E podem deixar que vou espalhar pra todo mundo ler as letras de Noah Gordon. Eu recomendo, apesar de ter 592 páginas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Passou, tá passado


Não posso fazer de conta que ainda é cedo porque simplesmente não vim ao mundo a passeio. Pra mim é tarde, já vou indo. Preciso ir embora. Não me culpe, pois eu quis dizer, você não quis acreditar que tudo tinha mudado. Eu bem que te avisei, e nesse caso era para levar a sério: o nosso caso de amor.

Você não sabe quantas coisas mais eu faria pra continuar te fazendo feliz além do que já tinha feito. Mas agora não da mais pra dizer que me adora, que me acha foda. Em sua raiva por si mesmo, por favor, só não desonre o meu nome.

Não serei mais seu corsário preso. Vou partir a geleira azul da solidão, buscar a mão do mar, ma arrastar até o mar, procurar o mar. Eu não vou mais correr demais só pra te ver, meu bem. Também não vou mais me zangar nem de ciúme chorar... Porque não quero mais viver ao seu lado. E se um outro cabeludo aparecer na sua rua. Se isso te trouxer saudades minhas. Adivinha? A culpa é sua.

Desculpe o auê, você dizia, que não queria me magoar, que tinha sido ciúme, que tinha perdido a cabeça... Que era pra eu esquecer. Mas eu não podia mais alimentar àquele amor tão louco. Era um sufoco. E eu até tinha mil razões para lhe perdoa: por amar. Mas não deu... Deixei de lado aquele baixo astral, ergui a cabeça, enfrentei o mal e agindo assim foi vital para o meu coração. Se em cada experiência a gente aprende uma lição. Só sei que agora eu vou cuidar mais de mim.

Não vou mais ficar ali caído. Um mar de dor, que arde sozinho. Eu já chorei um rio, mas não guardei rancor... Levantei, sacudi a poeira e dei a volta por cima. Então resolvi mudar. Este caso realmente não tinha mais solução. Não vou ficar agindo como fera ferida nem no corpo nem na alma nem no coração. Agora eu sou o negro, negro gato...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sai de Retro...


Tanto tempo afastado desse blog. Quase esqueci que ele existia... Só lembrei mesmo, porque acabei de acordar de uma soneca infame - depois do jantar e antes de ir realmente dormir. Hum!... Mas foi o suficiente para SONHAR (parmem!!!) e sonhei em 30minutos. CERTAS coisas só acontecem com CERTAS pessoas... E sonhar mal pra cacete é uma delas! Daí me veio, por causa do sonho, uma vontade danada de ser quem sou, mas há uns bons anos. E se - tudo por causa desse maldito sonho - eu tivesse a oportunidade de voltar àquela época, vomitaria assim:

Se você pensa que, como um bobo, vou te perseguir
Nem sonhe. Nem pense... Não sou assim
Posso te procurar onde for, te seguir onde você quiser ir
Mas só quando eu também quiser... E for bom pra mim,

Eu me movo da minha maneira
Me coloco no mundo do meu jeito e isso quero que saiba por mim
Não espero nada de você... Desculpe, nem vem com aquela choradeira
Porque quando não quero não vou em busca... Fico no meu camarim

Se eu desejo, beijo; Se quero, tenho
Não levo rasteira, esnobo; não dou bandeira, provoco
Tenho até toda paciência do mundo... Mas se precisar, desenho
Então não se gruda. Não me amassa, que eu sufoco

Ah! Tem outro que te faça mais feliz?
Ts-ts-ts... Não adianta, não vou sofrer!
Já não sou mais nenhum aprendiz
Tenho uma lista de bocas pra me amortecer

Sem culpa. Então, sem perdão... O tempo não sabe, mas tenho pressa
Não dou mais conta de mil amores
Ando livre, sem paixões. Qual a próxima remessa?
Tenho disposição pra provar mil outros sabores

Nessa altura do campeonado, já sobrevivi a muita tentação
Então, não me venha com controle, estou eliminando as condições
Se tem uma coisa que aprendi com meu coração
É não dar mais muitas explicações

Malditos ensinamentos atrasados...!!!!

domingo, 20 de junho de 2010

The Winner Takes it All


The Winner Takes It All
ABBA


I don't wanna talk
About the things we've gone through
Though it's hurting me
Now it's history
I've played all my cards
And that's what you've done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's a destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I'd be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all.
The loser has to fall
It's simple and it's plain.
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I don't wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You've come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all...

Someone dear...
Takes it all...
The loser ...
Has to fall...
Throw a dice...
As cold as ice...
Someone way down here...
Someone dear...
Takes it all...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Diversidade

Gostaria de pensar somente na beleza da diversidade humana. Seres humanos repletos de possibilidades no tempo que ocupam o espaço. Mas não consigo não pensar também nas mazelas que essa diversidade traz consigo. Essa diversidade está desenhada a partir da cultura e da identidade das pessoas. Mas porque expressões de identidade, ainda hoje, são motivo de conflito? Fico pensando na indiferença diante da diferença que cada um tem dentro de si (nossa riqueza natural, pois não há um homem ou mulher sequer que seja igual a outro ou outra) e me dou conta de que as fronteiras intangíveis entre o não igual e o padrão causa medo, afastamento e fragilidade nas relações humanas. Sou diferente. Sou acúmulo e fluxo. Sou Pessoa. Sou diverso e não quero uma formatação comportamental que me anule, me expulsando de novas oportunidades.